Justiça volta a negar soltura de assassino confesso de gari em BH
Julgamento foi realizado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (18/6)
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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte, teve um novo pedido de habeas corpus negado pela Justiça mineira.
O julgamento foi realizado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (18/6).
O habeas corpus já havia sido analisado e negado em fevereiro deste ano. No entanto, a defesa do réu recorreu da decisão, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a anulação do julgamento colegiado para assegurar à defesa o direito à sustentação oral durante a sessão.
O caso
O gari Laudemir de Souza Fernandes foi morto a tiros na manhã de 11 de agosto de 2025, enquanto trabalhava na coleta de lixo na Rua Modestina de Souza, no Bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte.
Segundo as investigações, o crime ocorreu após uma discussão de trânsito. O caminhão de coleta teria parado para dar passagem a veículos quando Renê da Silva Nogueira Júnior teria se irritado com a situação.
Ainda conforme a apuração, o empresário teria utilizado uma arma de fogo pertencente à delegada e efetuado os disparos contra Laudemir.
O caso levou à abertura de investigações nas esferas criminal e administrativa. Na criminal, Ana Paula foi indiciada por prevaricação e porte ilegal de arma de fogo. A suspeita é de que ela tenha permitido ou facilitado o acesso do companheiro à pistola registrada em seu nome.
As apurações apontam ainda que a delegada teria conhecimento de que Renê utilizava armas pertencentes a ela, incluindo a pistola Glock calibre .380 que teria sido usada no crime.
No dia da morte do gari, Ana Paula foi levada à sede da Corregedoria da Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre o uso da arma. A versão apresentada por ela durante o depoimento passou a ser analisada pelos investigadores diante dos elementos reunidos no inquérito.
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Renê da Silva Nogueira Júnior responde pelo assassinato de Laudemir. O caso segue em andamento na Justiça.