Quadrilha sediada em Uberlândia movimentou R$ 70 mi em cocaína
Uberlândia funcionária como um entreposto, de onde a droga era distribuída para cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonte e outras de Minas Gerais
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Uma operação realizada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (2/6) teve como alvo um grupo suspeito de atuar no tráfico internacional de drogas, especialmente cocaína, e na lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que a organização tinha base em Uberlândia, Triângulo Mineiro, e movimentou cerca de R$ 70 milhões em recursos considerados incompatíveis com as atividades econômicas declaradas pelos envolvidos.
Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão em dez cidades de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Em Uberlândia, foram cumpridos 29 mandados de busca.
Segundo a Polícia Federal, o grupo é investigado por trazer grandes carregamentos de cocaína da região de Corumbá (MS), cidade localizada na fronteira com a Bolívia. Durante o período de investigação, que resultou em 11 prisões em flagrante, foram apreendidas aproximadamente 2,9 toneladas da droga.
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Uberlândia funcionaria como um entreposto que distribuía a droga para cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonte e outras de Minas Gerais. "A investigação começou em 2024, quando uma grande quantidade de drogas foi apreendida em Corumbá. Essa droga seria trazida para Uberlândia", explicou o delegado da PF, Felipe Martins Perez Garcia.
As apurações também indicam que os suspeitos utilizavam empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro obtido com as atividades criminosas. Com os recursos, teriam adquirido bens de alto valor, como ranchos, apartamentos, embarcações, veículos e cavalos de raça. "O grupo angariava pessoas que forneciam CPF e CNPJ para criarem empresas de fachada e recebiam valores altos, na casa de dezenas de milhões de reais, e, posteriormente, eram comprados bens de luxo", explicou o delegado.
O grupo era sediado em Uberlândia e, de acordo com a Polícia Federal, o nome da operação, "Mens Occulta", significa "mente oculta", em latim. A referência é o comportamento atribuído ao suposto líder do grupo, que, segundo os investigadores, evitava se expor diretamente e mantinha distância das atividades executadas pela organização. "Foi com acesso a informações do celular do motorista, durante apreensão da droga que viria para Uberlândia, que descobrimos quem estava à frente da organização criminosa", disse Felipe Garcia.
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A operação mobilizou cerca de 230 policiais federais e ocorreu nas cidades mineiras de Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte. As cidades de Campo Grande e Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e Cariacica, no Espírito Santo, também foram alvos da investigação.