Saiba quais são as 10 cidades com a maior taxa de homicídios em Minas
Levantamento mostra cidades mineiras com maiores taxas de homicídios em 2024; Grande BH concentra metade do ranking estadual
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Cinco cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte estão entre os 10 municípios mais violentos de Minas Gerais, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26/5). O levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública analisou os homicídios registrados e estimados entre 2023 e 2024 em municípios com mais de 100 mil habitantes.
O ranking estadual é liderado por Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, que aparece com taxa estimada de 45,8 homicídios por 100 mil habitantes. A cidade ocupa ainda a 33ª posição nacional entre os municípios mais violentos do país. Segundo o Atlas, foram 117 homicídios registrados oficialmente e outras cinco mortes classificadas como homicídios ocultos, totalizando 122 homicídios estimados.
Na segunda colocação aparece Ribeirão das Neves, na Grande BH, com taxa de 42,3 homicídios por 100 mil habitantes e 146 mortes estimadas. O município chama atenção pelo alto número de homicídios ocultos: dos casos contabilizados, 82 foram classificados inicialmente sem definição clara da causa da morte.
Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, ocupa a terceira posição estadual e a 61ª no ranking nacional, com taxa de 35,8 homicídios. Logo atrás, na quarta colocação, aparece Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ocupando a 67° com taxa de 35,2 e 151 homicídios estimados.
Em 5° está Ubá, na Zona da Mata mineira, com taxa de 34,5 homicídios. A sexta colocação é de Sabará, na Grande BH, que apresentou taxa de 34,3 homicídios. Apesar de registrar apenas oito homicídios oficialmente contabilizados, o município teve 38 mortes ocultas, chegando a 46 homicídios estimados no levantamento. Também aparecem na lista Vespasiano, Ibirité, Itabira e Contagem.
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Confira o ranking das cidades mineiras com maiores taxas de homicídios estimados:
1. Governador Valadares — 45,8
2. Ribeirão das Neves — 42,3
3. Teófilo Otoni — 35,8
4. Betim — 35,2
5. Ubá — 34,5
6. Sabará — 34,3
7. Vespasiano — 32,2
8. Ibirité — 31,9
9. Itabira — 29,7
10. Contagem — 29,1
No cenário nacional, Maranguape, no Ceará, aparece como a cidade mais violenta do país, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida estão Jequié, na Bahia, com taxa de 79,4, e Maracanaú, também no Ceará, com índice de 74,1.
O estudo diferencia os homicídios oficialmente registrados das chamadas estimativas de homicídios. A metodologia utilizada pelo Atlas soma os assassinatos registrados com as mortes violentas classificadas sem causa definida, consideradas pelo levantamento como possíveis homicídios não identificados inicialmente pelas estatísticas oficiais.
O Atlas da Violência aponta ainda que a distribuição da violência letal continua desigual no Brasil. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo levantamento, estados do Norte e Nordeste enfrentam mais dificuldades relacionadas à presença de facções criminosas, disputas territoriais e menor presença do Estado na segurança pública.
Já as regiões Sul e Sudeste apresentam fatores associados à redução da violência, como maior urbanização, instituições públicas mais estruturadas e envelhecimento populacional mais avançado.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima