ABUSO SEXUAL

Professor de dança é preso por enviar fotos íntimas a aluno de 13 anos

Mãe da vítima descobriu mensagens, fingiu ser o filho para marcar encontro com o suspeito e acionou a Polícia Militar

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Um professor de dança de 55 anos foi preso por abuso sexual contra um aluno de 13 anos na tarde desse domingo (24/5), no Bairro Sucupira, em Ribeirão das Neves (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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De acordo com informações da Polícia Militar, o caso começou a ser descoberto na sexta-feira (22/5), quando a mãe do adolescente, de 30 anos, flagrou conversas de cunho sexual entre o filho e o educador, que atua na Escola Municipal Zilda Arns, localizada no bairro Piratininga, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

Ao analisar o conteúdo das mensagens, que incluía fotos íntimas do professor, elogios de conotação sexual ao adolescente e a colegas de classe, além de questionamentos sobre a intimidade do estudante, a mãe decidiu simular que era o filho. Ela marcou um encontro com o suspeito próximo à residência da família e acionou a PM.

O professor aceitou o convite, mas enviou um motorista de aplicativo ao ponto de encontro combinado, uma padaria. O condutor alegou que não tinha envolvimento com o crime e que estava apenas realizando uma corrida de trabalho. No entanto, a PM informou que o motorista despertou desconfiança pois, ao estacionar em frente ao estabelecimento, olhou para o interior da padaria e piscou os olhos, fazendo uma espécie de sinal.

Ainda assim, o motorista colaborou com os militares e apresentou as mensagens trocadas com o suspeito, nas quais o professor solicitava que o condutor fosse ao local "buscar o sobrinho dele".

A polícia deslocou-se até o endereço final da corrida e localizou o suspeito em frente à sua residência. Ao notar a aproximação da viatura, o homem tentou retornar para o imóvel, mas foi abordado e preso pelos militares. O investigado acionou três advogados para acompanhar os procedimentos legais.

O motorista foi liberado e assumiu o compromisso de prestar depoimentos futuros. O adolescente, abalado psicologicamente e constrangido com a situação, não compareceu à delegacia; apenas a mãe, como responsável legal, apresentou-se para registrar a ocorrência.

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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi procurada pela reportagem, que aguarda resposta. 

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