Duas pessoas são presas e lojas são fechadas em operação no Shopping Oi
Ação mirou 12 boxes do centro de compras popular; celulares com registro de roubo, drogas e mercadorias suspeitas foram apreendidos
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A Receita Federal e a Polícia Militar (PMMG) realizaram nesta quinta-feira (21/5) uma operação conjunta no Shopping Oiapoque, na Região Central de Belo Horizonte, com foco no combate a crimes fiscais e patrimoniais. A ação fiscalizou 12 boxes do centro de compras popular e resultou na apreensão de mercadorias, celulares com indícios de origem criminosa e uma pequena quantidade de maconha. Duas pessoas foram presas em flagrante por receptação.
Segundo o subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Isaías Cardoso da Silva Júnior, a operação foi planejada a partir de um trabalho de inteligência realizado ao longo dos últimos meses. De acordo com ele, a atuação integrada entre os órgãos buscou atingir diferentes frentes de ilegalidade identificadas no local.
"Essa é uma ação integrada com a Receita Federal, mas meramente fiscal. Ela decorre de um trabalho de inteligência feito há algum tempo para atacar um ecossistema criminal urbano e tentar desarticular ilícitos patrimoniais", afirmou.
Conforme a PM, a Receita Federal atuou na apuração de possíveis crimes de contrabando, descaminho e irregularidades fiscais, enquanto a corporação concentrou esforços na repressão à receptação de produtos roubados, principalmente aparelhos celulares.
Durante a operação, os agentes encontraram celulares com registros de furto e roubo em um dos boxes vistoriados. Também houve apreensão de entorpecentes em pequenas quantidades. O material recolhido pela Receita Federal ainda passará por análise para verificar a existência de crimes tributários e aduaneiros.
"O objetivo é agir em três níveis: o econômico, no âmbito fiscal; o criminal, para combater redes de crimes patrimoniais; e também no aspecto preventivo, mostrando a presença do Estado em áreas sensíveis", explicou o subcomandante.
Apesar da mobilização, a operação não atingiu todo o centro comercial. Segundo Isaías, a ação foi direcionada especificamente a 12 boxes previamente identificados em levantamentos realizados pelas forças de segurança.
"Não foi algo aleatório. Houve levantamentos preliminares. As lojas não estão fechadas, mas foi recolhido vasto material pela Receita Federal", destacou.
Procurado pela reportagem, o diretor do centro comercial, Mário Valadares, explicou que mesmo com os problemas recentes, a maior parte dos lojistas está dentro das diretrizes: "Apesar da situação, o número de lojas investigadas não corresponde nem a 1% do shopping e isso nos dá uma tranquilidade de que a grande maioria está trabalhando corretamente de acordo com as diretrizes da Receita."
O diretor também pontua que "a estrutura dos pequenos lojistas de um shopping popular não é a mesma dos lojistas de shoppings convencionais. Então, muitas vezes, a disposição e logística deles é diferente, e a investigação demanda que eles levem as notas fiscais para terem suas mercadorias retornadas".
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Ainda segundo a Polícia Militar, a investigação deve avançar para identificar possíveis conexões entre os comerciantes, receptadores e fornecedores dos produtos apreendidos. A apuração também busca entender o funcionamento da cadeia criminosa ligada à comercialização de aparelhos furtados ou roubados.
"É uma investigação estruturada para compreender desde o pequeno furto até o atravessador e a revenda desses aparelhos", disse o oficial.
A Receita Federal ainda não divulgou balanço oficial sobre a quantidade e o valor das mercadorias apreendidas.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Fernanda Penna