Égua em adutora: condomínio denúncia falta de água após queda do animal
Dez dias depois do acidente, residencial que abriga 24 famílias enfrenta problemas e teve que comprar cinco caminhões pipas para não deixar moradores sem água
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Após 10 dias da queda da égua em adutora da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), ocorrida em 4 de maio, um condomínio localizado na Rua Queluzita, no Bairro Fernão Dias, na Região Nordeste de Belo Horizonte, denuncia falta de água no residencial. Moradores do local têm recorrido a caminhões pipas para abastecer as residências.
Segundo o síndico Warley Xavier, de 58 anos, o condomínio fez reclamações junto à Copasa, mas o problema persiste. Para não deixar as 24 famílias sem água, foram comprados cinco caminhões pipa para abastecer as residências, segundo ele.
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“Dois técnicos da Copasa vieram ao condomínio, informaram que a rede teve de ser esvaziada e limpa. A partir disso, a pressão foi retirada”, diz Warley.
Com o retorno do abastecimento em outros bairros, a força foi regulada novamente, mas, conforme relata, ficou abaixo do necessário para que houvesse o retorno necessário. “Eles mediram a pressão aqui no condomínio e viram que está em 32, mas para que a água seja jogada para caixa é necessário no mínimo 40”, detalha o síndico.
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Em nota, a Copasa afirma que vai enviar um veículo ao local para averiguar a situação relatada e adotar as medidas cabíveis.
Queda da égua
Em 4 de maio, a Copasa interrompeu temporariamente a Estação de Tratamento de Água (ETA) e a captação após receber relatos de uma possível queda de uma égua de uma das adutoras do Sistema Rio das Velhas.
Até a retirada do animal da adutora, feita no dia seguinte (5/5), a companhia suspendeu a circulação de água para mais de 300 bairros de Belo Horizonte e para sete cidades da Grande BH.
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* Estagiário sob supervisão da subeditora Tetê Monteiro