Um dos três presos pelo assalto a uma agência bancária em Guidoval, na Zona da Mata mineira, é apontado pela Polícia Militar (PM) como líder do grupo. O homem, de 33 anos, teria coordenado a ação que terminou com a explosão da instituição financeira na madrugada desta sexta-feira (10/4). A ação não teve reféns e nenhum civil ficou ferido.

Além dele, também foram detidos dois irmãos – um adolescente, de 17 anos, e um jovem, de 21. De acordo com a corporação, todos possuem passagens por crimes graves, como roubo, tráfico de drogas e homicídio, e já eram monitorados pelo serviço de inteligência da PM.

Os dois homens foram presos e o adolescente apreendido no município de Rodeio, na mesma região onde o crime aconteceu. Ainda segundo a PM, os suspeitos têm naturalidade na cidade de Ubá, mas moravam na cidade.

Conforme o porta-voz da corporação, capitão Rafael Veríssimo, o suspeito mais velho era o líder da facção. “As informações iniciais indicam que esse indivíduo exerce uma função de liderança dentro dessa quadrilha”, afirmou.

Fuga e prisões

A PM revelou ainda que o homem foi o único que tentou fugir no momento da abordagem policial. Ele chegou a pular muros de residências, mas acabou sendo capturado por equipes do Grupo Especializado em Recobrimento (GER).

Já os dois irmãos foram localizados em um imóvel e não ofereceram resistência. Um deles apresentava ferimentos no ombro, possivelmente causados por estilhaços da explosão durante o ataque à agência bancária. “Esse ferimento foi mais um elemento que garantiu a materialidade para a gente efetivar essa prisão em flagrante”, explicou o porta-voz.

As investigações apontam que o grupo é formado por criminosos da própria região, sem indícios, até o momento, de ligação com facções interestaduais.

Ao todo, a PM trabalha com a participação de oito envolvidos. Três já foram presos e outros cinco foram identificados e seguem sendo procurados. “As diligências continuam de forma ininterrupta até que todos sejam localizados e responsabilizados”, afirmou o capitão.

Apesar da gravidade da ação, não houve registro de civis feridos nem de reféns. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve apurar detalhes como a quantia levada e a participação de todos os envolvidos.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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