Assalto a banco em Guidoval foi ação de grupo local e amador, diz PM
Segundo a PM, criminosos agiram com amadorismo e sem ligação com facções; ação não deixou feridos e segue sob investigação
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A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) afirmou que o assalto a uma agência bancária em Guidoval, na Zona da Mata, foi cometido por um grupo criminoso local, com sinais de amadorismo, sem ligação com facções interestaduais. A avaliação foi apresentada durante coletiva de imprensa após a ação registrada na madrugada desta sexta-feira (10/4), que mobilizou forças de segurança. Não houve feridos nem reféns na ação criminosa.
Segundo o porta-voz da PM, capitão Rafael Veríssimo, a análise inicial do caso aponta diferenças em relação a ataques mais sofisticados do chamado “novo cangaço”. “Percebemos, nesse primeiro momento, que se trata de um grupo local, com certo amadorismo na execução do delito”, afirmou.
De acordo com ele, características como o tipo de armamento e a dinâmica da ação reforçam essa hipótese. “Foram utilizados armamentos de porte pequeno, como revólveres e pistolas. Não identificamos, até o momento, o uso de fuzis ou armamento de alto poder bélico”, explicou.
Outro ponto destacado foi a própria execução da explosão. “Há imagens que mostram criminosos muito próximos à detonação, inclusive sendo atingidos por estilhaços, o que demonstra falta de preparo técnico”, afirmou o capitão.
A corporação também informou que não há, até agora, indícios de participação de organizações criminosas de outros estados. “As informações iniciais não apontam qualquer articulação interestadual ou ordem de facção. Trata-se de indivíduos que já atuavam na região”, destacou Veríssimo.
Ainda conforme a PM, o grupo é suspeito de envolvimento em outros crimes na Zona da Mata mineira, especialmente roubos em áreas rurais. “São indivíduos de alta periculosidade, já conhecidos no meio policial, com registros por crimes graves como roubo, tráfico de drogas e homicídio”, afirmou o porta-voz.
Mesmo com a gravidade da ocorrência, a polícia ressaltou que o caso não seguiu o padrão mais violento observado em ataques desse tipo em outras regiões do país. “Não houve utilização de reféns, nem civis feridos, o que é um dado importante dentro desse contexto”, pontuou.
Queda acentuado dos casos
Durante a coletiva, o capitão também destacou a evolução no combate a esse tipo de crime em Minas Gerais ao longo dos últimos anos. “Se em 2012 e 2013 tínhamos cerca de 300 ataques por ano, hoje esse número caiu drasticamente. Desde 2018, registramos menos de cinco ocorrências anuais. Em 2025, foram apenas dois casos”, disse.
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De acordo com ele, a redução é resultado de uma estratégia baseada em inteligência, integração entre forças de segurança e capacitação da tropa. “A Polícia Militar vem se preparando ao longo dos anos, com investimento em tecnologia, treinamento e atuação preventiva, inclusive com prisões ainda na fase de planejamento dos crimes”, explicou.
Veríssimo destacou ainda que, quando os ataques ocorrem, a resposta é imediata. “A instituição ativa sua malha protetora, mobilizando unidades especializadas, aeronaves, inteligência e policiamento ostensivo para garantir uma resposta rápida e eficiente”, afirmou.
As investigações seguem em andamento e incluem a atuação da Polícia Civil, responsável pela perícia e apuração detalhada dos fatos, como a quantia eventualmente levada da agência e a participação de todos os envolvidos.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck