ESTELIONATO

Cuidador é preso por aplicar golpes em idosos na Grande BH

O investigado fingia ser outras pessoas para enganar idosos e conseguir ter acesso às informações dos indivíduos em situação de vulnerabilidade

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu um homem de 47 anos por aplicar golpes contra idosos na Grande BH. O suspeito usava a profissão de cuidador, chegou a se passar por médico e delegado, aproveitava da situação de vulnerabilidade das pessoas para acessar dados pessoais e bancários das vítimas. Ele pode responder por estelionato qualificado e falsidade ideológica. 

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Segundo a PCMG, as investigações começaram depois que o suspeito se passou como representante de um hospital de Belo Horizonte. Eles estimam que o prejuízo é de cerca de R$ 25 mil. 

 

O suspeito tinha acesso a informações de pessoas que passariam por procedimentos cirúrgicos. A partir disso, ele enviava mensagens aos familiares dos pacientes e dizia fazer parte da administração do hospital. Com isso, fornecia dados bancários que não eram da instituição e conseguia receber valores referentes à cirurgia ou ao tratamento. 

O delegado da PCMG Alex Dalton afirma que, em outros casos, o homem usava a condição de cuidador para induzir os idosos a fornecer biometria e reconhecimento facial em aplicativos bancários e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Ele tinha acesso aos documentos pessoais, como carteira de habilitação e identidade, que eram pessoas em situação de vulnerabilidade e sob seus cuidados”, afirma.

Com essas informações, o investigado contratava empréstimos consignados, abria contas, fazia movimentações financeiras fraudulentas, o que resultava em prejuízo às vítimas. Há indícios de participação de outras pessoas na movimentação dos valores, o que reforça a organização do esquema.

Outras identidades 

As apurações mostram que o suspeito adotava artifícios para dar aparência de legitimidade às fraudes, como o uso de identidade falsa e a simulação de contatos institucionais. Em um dos casos, ele chegou a se passar por uma delegada, por meio de uma foto retirada da internet, para pressionar uma vítima e desviar a atenção do golpe.

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O delegado Alex Dalton faz um alerta. “Hospitais não solicitam pagamentos por WhatsApp ou Pix. Antes de qualquer transferência, é fundamental verificar quem é o favorecido”, ressaltou.

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