Segredos da maior corrida do ouro da história, em livro sobre MG
Obra "Código do Ouro" desafia a cronologia oficial da mineração e detalha conspirações entre as coroas europeias e jesuítas no século XVIII
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Poucos sabem, mas Minas Gerais foi palco da maior corrida do ouro de todos os tempos. É com revelações como essa que um livro promete abalar o senso comum sobre as monumentais empreitadas pelos metais e pedras preciosas que forjaram o estado.
Este é o tema de um bate papo neste sábado (25/04) com o autor do livro "Código do Ouro — Os enigmas dos projetos das coroas ibéricas, dos bandeirantes e dos jesuítas em torno do ouro lendário do sertão".
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Obra de Francisco Javier Rios, escritor, professor e pesquisador em Ciências da Terra e geohistória na América do Sul, ele participa da conversa, às 14h, no MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal , em Belo Horizonte.
O encontro, sediado no Auditório Bateia, é voltado ao público geral e oferece aos participantes uma imersão em uma narrativa que desafia a cronologia tradicional da mineração no Brasil.
O livro resgata uma história pouco explorada, essencial para compreender a formação do território nacional e a importância geohistórica da região das Minas Gerais.
Quais são as novas perspectivas abordadas pelo livro?
A obra reinterpreta a maior corrida ao ouro de todos os tempos, no século XVIII, ao questionar o "descobrimento oficial" de 1698.
O tema conecta as estratégias das Coroas Portuguesa e Espanhola, além da atuação da Ordem Jesuíta, revelando como o interesse pelo metal precioso moldou fronteiras e relações diplomáticas entre as potências coloniais e a Igreja Católica na América do Sul.
O acontecimento detalha como a localização das mitológicas minas de Sabarabuçu era conhecida muito antes da data oficial. Segundo as pesquisas apresentadas, o que a história tradicional descreve como descoberta foi, na verdade, o ápice de dois séculos de intrigas e expedições sigilosas.
O livro explora também uma trama de interesses ocultos que envolveu desde bandeirantes em busca de fortuna até projetos estratégicos de soberania territorial conduzidos por monarquias europeias.
Um dos pontos centrais da obra é o uso de um antigo e misterioso manuscrito escrito pelo capitão espanhol Francisco de Espinosa.
Este documento, que permaneceu esquecido, serviu como o alicerce para diversas expedições que cruzaram o sertão brasileiro séculos atrás.
A narrativa busca preencher lacunas da história oficial, trazendo à tona o que o autor denomina "Código do Ouro", um conjunto de registros e rotas que ficaram no subterrâneo da memória nacional por gerações.
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A concepção do projeto une a ciência geológica contemporânea à investigação geográfica e histórica.
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Ao aliar o trabalho de campo à análise de manuscritos e arquivos de bibliotecas de diversos países, Rios reconstrói os caminhos trilhados por povos originários, jesuítas e bandeirantes, conferindo rigor científico à investigação de lendas históricas.
Misteriosas rotas e segredos do Código do Ouro
- Descoberta oficial de 1698: o ápice de dois séculos de expedições sigilosas
- Sabarabuçu e Serra da Piedade: localização conhecida muito antes dos registros formais
- Manuscrito de Francisco de Espinosa: o mapa espanhol que guiou os sertanistas
- Ordem Jesuíta e Coroas Ibéricas: interesses geopolíticos além da fé e da riqueza
- Geologia contemporânea e geohistória: ciência aplicada para decifrar lendas do sertão
Passo a passo da imersão geohistórica
- Análise de manuscritos: investigação de arquivos em bibliotecas internacionais
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- Lançamento literário: apresentação da obra no Museu das Minas e do Metal em Belo Horizonte