BH: prisões de mãe e padrasto de bebê morto são convertidas em preventivas
O bebê, de 1 ano e 8 meses, chegou já sem vida e com sinais de agressões na UPA Oeste na noite dessa terça-feira (7/4)
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As prisões de Laryssa Dayana Vidal Vieira e de Guilherme Henrique Avelino Maia, mãe e padrasto de Gael, de 1 ano e 8 meses, foram convertidas para preventivas após audiência de custódia nesta sexta-feira (10/4). O casal foi preso em flagrante após o bebê dar entrada na UPA Oeste, em Belo Horizonte, já sem vida, e com sinais de agressões na noite da última terça-feira (7/4).
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O padrasto foi preso por suspeita de homicídio qualificado e a mãe por maus-tratos que resultaram em morte, segundo o delegado Matheus Moraes Marques, da 2ª Delegacia Especializada em Homicídios da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A decisão de conversão das prisões em flagrante para preventivas foi do juiz Diego Gómez Lourenço, da Central de Audiência de Custódia de Belo Horizonte. O caso está sob segredo de Justiça, por isso mais informações não foram repassadas.
Em coletiva de imprensa realizada nessa quinta-feira (9/4), o delegado Matheus Moraes Marques afirmou que Guilherme teria sido o autor das agressões que resultaram na morte do bebê. Segundo o policial, o padrasto, assim como a mãe, já tinham agredido Gael e o irmão dele em outras ocasiões. “Havia um vasto histórico de maus-tratos em face das duas crianças”, afirmou o delegado. Segundo ele, foram ouvidas dez testemunhas, além do Conselho Tutelar, que já acompanhava a família.
O delegado disse que, a princípio, a mãe negou que o bebê sofria agressões. No entanto, após ser confrontada com provas, ela mudou de versão e admitiu que o padrasto batia na vítima. “Ela não tomou nenhuma atitude para evitar que esse crime viesse a ser consumado”, afirmou Matheus Moraes Marques.
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Na coletiva, o delegado contou que conversou com os médicos-legistas que fizeram a perícia no corpo do bebê e foi informado de que a vítima tinha várias lesões, com hematomas no tórax e na cabeça.