ANTES DO PREVISTO

'Temporada de doenças respiratórias foi antecipada’, diz infectologista

Aumento de casos de doenças respiratórias chegou mais cedo em todo o país. Em Minas, a previsão é que o pico ocorra em maio

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À medida que o período das doenças respiratórias avança, a preocupação aumenta. A taxa de positividade para influenza, vírus causador da gripe, já está acima do esperado para esta época do ano no Brasil.

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Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) mostram que o índice chegou a 20,2% no início de março de 2026, e indicam que a temporada de casos chegou mais cedo em todo o Brasil. No estado de Minas Gerais, a gestão de saúde de Contagem, na Grande BH, acompanha a antecipação e decreta situação de emergência.

Segundo a infectologista Luana Araújo, o fato de as notificações serem expressivas em um momento anterior ao comum não significa que a situação é pior do que em outros anos. Isso porque, conforme a especialista, o cenário é avaliado anualmente, devido à circulação dos vírus em diferentes momentos.

“No país como um todo, essa temporada de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foi antecipada em relação àquilo que a gente espera habitualmente. Desde janeiro a gente vê um momento considerável e contínuo de número de casos, que se intensificou depois de fevereiro, nas que continua aumentando em todo o país e aqui (Minas Gerais)”, diz.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), até março, havia 6.189 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com hospitalização no estado, sendo 323 por covid-19, 250 por influenza e 120 por vírus sincicial respiratório (VSR). Desses, foram contabilizadas 295 mortes por SRAG, sendo 47 por covid-19, 16 por influenza e uma por vírus sincicial respiratório (VSR).

Em coletiva de imprensa realizada em 1º de abril, o secretário da pasta, o médico Fábio Baccheretti, informou que o pico de atendimentos nos serviços de pronto atendimento do estado está previsto para o próximo mês.

Emergência em Contagem

A prefeitura de Contagem decretou, nesta terça-feira (7/4), estado de emergência, além de anunciar 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro Materno Infantil. A medida visa aumentar a capacidade de atendimento e resposta à crise respiratória, sobretudo em relação às crianças, que são mais vulneráveis devido à baixa imunidade.

Conforme o Decreto nº 1.908, o crescimento dos casos no primeiro trimestre deste ano, comparado com o mesmo período de 2025, é anormal e caracteriza como situação de emergência em saúde pública. A medida tem como objetivo a prevenção e o enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Em 12 semanas, Contagem registrou 304 casos de SRAG em 2026, contra 242 no mesmo período do ano anterior – um crescimento de 27%. Das 304 notificações na cidade, 36% foram diagnosticadas em crianças de até 5 anos e 26,3% em idosos. Isto é, 109 crianças e 80 idosos. O aumento da síndrome gripal na cidade é ainda mais expressivo – de 3.477 no primeiro trimestre de 2025 para 4.725 neste ano, cerca de 36% a mais.

A situação é agravada, ainda, pelo número de mortes na cidade que chega a 17 neste ano, contra as 11 de 2025, um aumento de 55%. De acordo com a SES/MG, apenas Contagem decretou emergência no estado de Minas Gerais, mas os dados acenam para um estado de atenção.

Segundo Araújo, apesar de Contagem ter tido alta na quantidade de casos, cidades do entorno podem não ser atingidas da mesma forma, pois a declaração de emergência em saúde pública está relacionada à gestão municipal.

“O decreto de emergência não é sobre a gravidade da doença, mas sobre a capacidade do município em lidar com aquela doença. Envolve número de leitos, de profissionais e de cobertura vacinal”, explica.

A infectologista ressalta que quanto maior for a cobertura vacinal de uma cidade, maior será o preparo dela para lidar com uma doença. De acordo com a especialista, a organização do sistema de saúde, o número de leitos e a quantidade de profissionais de saúde disponíveis são fatores importantes.

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A presença de grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos, em maior proporção, também pode impactar a necessidade de decretar emergência, especialmente se o sistema de atendimento pediátrico, por exemplo, for insuficiente.

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