INFRAESTRUTURA

Reforma de R$ 67 milhões no João XXIII: veja o que muda e os prazos

Unidade referência em urgência em BH terá melhorias no pronto-atendimento, climatização e telhado, conforme anunciado pelo Estado

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O Governo de Minas anunciou nesta quinta-feira (2/4) uma reforma geral no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Com um investimento de R$ 67 milhões, as obras focam na modernização e melhoria da infraestrutura e estão previstas para serem concluídas até 2031, com entregas em várias etapas nos anos anteriores.

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Entre as principais intervenções constam a reforma do Pronto Atendimento e a restauração do telhado. O anúncio foi feito pelo governador Mateus Simões (PSD).

A restauração pretende melhorar especialmente a climatização e a humanização, com o objetivo de otimizar o atendimento dos pacientes e as condições de trabalho dos profissionais que operam na unidade de saúde. 

O anúncio ocorre após Simões realizar uma vistoria técnica no hospital no último dia 23. Segundo ele, o objetivo era mapear as principais carências estruturais da unidade. A partir da visita surpresa, Simões relatou ter encontrado falhas como infiltrações no subsolo, problemas de climatização nas farmácias e superlotação no pronto-atendimento.

O governador disse que apresentaria, em até 10 dias, um cronograma de obras para reestruturação do hospital. O projeto foi elaborado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Mateus Simões (PSD) foi empossado como governador de Minas no último dia 22 de março. Desde então, vem realizando viagens por regiões do estado para vistoriar obras do Executivo estadual. Ele é pré-candidato à reeleição ao governo de Minas.

Cronograma das intervenções

Devido à situação precária na estrutura da unidade hospitalar, estão previstas, até o fim de 2026, intervenções que solucionem a climatização, principalmente das farmácias, e a implantação do serviço de monitoramento externo delas. Ainda este ano, o Pronto-Atendimento começará a ser reformado, com término das obras prometido para 2028. 

A restauração do telhado também terá início em breve, segundo o governo estadual. No entanto, de acordo com o governador, por se tratar de uma das obras mais complexas no hospital, exige um tempo maior para conclusão, com o tempo estimado de no mínimo três anos, podendo se estender até 2031. 

Em 2027, o plano prevê intervenções no setor de fisioterapia e nas salas de recuperação, que serão ampliadas e remodeladas. O mesmo deve acontecer com a entrega do espaço de convivência dos servidores, visando o conforto desses trabalhadores, que atualmente possuem um local limitado para atividades básicas durante o intervalo. 

“Ao longo desse ano a gente já tem uma mudança do conforto para os trabalhadores e para os pacientes. No ano que vem nós temos inaugurações importantes de áreas de atendimento e o pronto-atendimento, que é a grande expectativa, ficar pronto em 24 meses”, prometeu o governador.

Para 2028, o planejamento inclui:

  • Modernização de setores estratégicos como o pronto atendimento e a imagenologia, implantação de sala híbrida de reanimação;

  • Execução de sistemas de segurança e climatização;

  • Adequação da Central de Material Esterilizado (CME).

Posteriormente, a adequação da rede de gases está prevista para 2029.

Infraestrutura do hospital 

O João XXIII realiza cerca de 80 mil atendimentos por ano, aproximadamente 12 mil cirurgias, 10,5 mil internações, 13,3 mil consultas especializadas e 1,3 milhão de exames. Esses números só são alcançados devido a uma equipe de 2,7 mil profissionais.

Apesar de considerado uma referência nacional para traumas, não é de hoje que o HPS apresenta problemas na infraestrutura por falta de recursos. A lista de carências é muita e inclui até mesmo insumos básicos, como luvas, pinças, esparadrapos e bolsas coletoras de urina.

Em março de 2025, o Pronto-Socorro precisou reter macas das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para conseguir atender à demanda. Apesar de preocupante, não foi uma situação isolada.

Por falta de manuseio, a climatização em diversos espaços do João XXIII está inadequada desde 2017. Na farmácia, rótulos indicam a temperatura ambiente entre 15°C e 25°C, enquanto o clima da sala já chegou a atingir 29°C por conta do ar-condicionado estragado. Em um dos Centros de Tratamento Intensivo (CTI), o termômetro também chegou a marcar 28°C pelo mesmo motivo.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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