O médico psiquiatra, José Lúcio de Abreu Faria Júnior, de 44 anos, foi preso em flagrante após agredir a esposa, de 43, dentro do apartamento do casal, no Centro de Divinópolis, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais. O caso veio à tona depois que a vítima conseguiu pedir ajuda pelas redes sociais enquanto se escondia no banheiro com a filha de apenas 2 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por uma testemunha, amiga da vítima, que recebeu uma mensagem pelo Instagram relatando as agressões e o pedido urgente de socorro. Ao chegarem ao imóvel, os militares bateram à porta, mas não foram atendidos. Diante da situação de flagrante, os policiais precisaram arrombar a entrada para conseguir acessar o apartamento.

  

 

De acordo com o relato da mulher, as agressões começaram após uma discussão relacionada à locação de um imóvel. O suspeito teria ficado exaltado e a enforcado, além, ainda segundo a vítima, de ter desferido socos no rosto dela e a jogado no chão. Conforme a mulher, o homem também bloqueou as linhas telefônicas para impedir que ela pedisse ajuda.

Em meio ao ataque, a vítima tentou sair do apartamento com a filha, mas foi impedida. Em um momento de descuido do agressor, ela conseguiu pegar a criança e se trancar no banheiro, onde enviou mensagem pedindo ajuda à amiga.

A vítima também relatou que essa não foi a primeira agressão e que o suspeito já possui histórico de violência, inclusive com medida protetiva relacionada a uma ex-companheira.

Após a entrada no imóvel, a criança ficou sob os cuidados da testemunha. O casal foi encaminhado para a UPA Padre Roberto. O suspeito apresentava um corte leve no braço esquerdo e foi liberado após atendimento médico.

Já a vítima apresentava diversas lesões, incluindo hematomas nos olhos, inchaço significativo na região do rosto, escoriações na testa e no pescoço, além de um hematoma na cabeça. Ela permaneceu em observação para realização de exames.

O homem foi conduzido à delegacia da Polícia Civil e teve a prisão em flagrante confirmada. Ele alegou que agiu em legítima defesa após a companheira iniciar as agressões, versão que será investigada pelas autoridades.

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A defesa do médico alegou que o caso está em segredo de justiça e, por isso, não vai se pronunciar. 

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