Um homem, de 58 anos, foi preso preventivamente suspeito de estupro de vulnerável contra quatro enteadas, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O padrasto foi preso nessa segunda-feira (16/3) em Belo Horizonte. A corporação informou que as vítimas têm idades entre 6 e 12 anos, e que a mãe delas, de 32, também está sendo investigada por possível omissão e conivência com os atos praticados.

De acordo com a delegada Marina Prado, responsável pelo inquérito, o suspeito praticava os abusos na ausência da mãe das vítimas, que são irmãs. Segundo a corporação, as investigações começaram em setembro do ano passado, após denúncias feitas por voluntários de um projeto social e encaminhadas ao Conselho Tutelar.

“O suspeito se aproveitava dos momentos em que a mãe saía para consumir bebidas alcoólicas para praticar atos libidinosos e comportamentos perturbadores, incluindo fetiches, contra as enteadas”, informou a Polícia Civil. A delegada Marina Prado afirma que a criança de 8 anos relatou que fingia dormir à noite para vigiar o padrasto e tentar proteger as irmãs menores. 

A policial informa ainda que os relatos das testemunhas revelaram um quadro de pânico constante na residência onde as crianças moravam. Segundo ela, os educadores observaram “grande impacto psicológico e regressão comportamental”. 

Para a delegada, a mãe das crianças é alvo da investigação por não tomar uma providência mesmo após ter sido alertada sobre os comportamentos do homem. “Ela teria priorizado o relacionamento com o agressor em detrimento da segurança das filhas, chegando a desacreditar dos relatos das vítimas”, afirmou.

O mandado de prisão foi expedido após representação pela PCMG e cumprido pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). O local onde o suspeito foi preso na capital mineira não foi informado.

As investigações que resultaram na prisão preventiva do homem foram coordenadas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), equipe Centro-Sul. As equipes da Depca Barreiro e Noroeste prestaram apoio. As investigações continuam, segundo a PCMG. 



Situação de vulnerabilidade

Além dos abusos, o inquérito policial aponta que as meninas viviam em extrema vulnerabilidade e violação de direitos no ambiente doméstico. Conforme a delegada responsável pelo inquérito, as quatro irmãs viviam em condições de higiene precárias e sem alimentação adequada.

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Diante da gravidade dos fatos e do risco iminente, as quatro irmãs foram encaminhadas para acolhimento institucional, segundo a PCMG. 

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