O traficante Douglas de Azevedo Machado, de 34 anos, chegou a Belo Horizonte nesta terça-feira (17/3), onde vai dar entrada no sistema prisional. Conhecido como "Mancha", ele foi apreso na Bolívia no último domingo (15/3). A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) aponta que o investigado é uma das principais lideranças do tráfico de drogas no estado. Ele estava foragido desde 2024.

“Mancha” chegou ao Aeroporto da Pampulha, na capital mineira, altamente escoltado por equipes do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) da PCMG, da Polícia Federal (PF) e da Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio (Puma). Foi utilizada uma aeronave da Polícia Civil para apoio. O preso veio de Brasília. 

A PCMG informa que, após o desembarque, “Mancha” foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) e, em seguida, para a sede do Deoesp. Segundo informações emitidas pela Polícia Civil às 15h, os procedimentos de formalização do cumprimento do mandado de prisão estavam sendo cumpridos. 

Posteriormente, “Mancha” seria encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A PCMG não informou para qual unidade ele será levado. 

De acordo com o delegado da PCMG Raphael Dias do Carmo Machado, no Deoesp, “Mancha” não contribuiu com as investigações. No entanto, o policial informou que a corporação já possui material robusto, que foi encaminhado à Justiça. “A contribuição dele nesse momento é até desnecessária para nós”, afirmou o delegado. 

Nessa segunda-feira (16/3), em coletiva realizada pela PCMG e PF, a delegada-geral da Polícia Civil, Letícia Gamboge, informou que "Mancha" possui vasta ficha criminal por tráfico de drogas nacional e internacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Prisão

“Mancha” foi preso nesse domingo (15/3) em um condomínio de luxo em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Ele estava acompanhado pela esposa e não teria reagido à abordagem da polícia boliviana.

Mancha é mineiro, natural de Contagem, na Grande BH, e estava na lista de procurados do Programa Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto, expedido pela Justiça Estadual de Minas Gerais. Ele estava foragido desde 2024. 

Na Bolívia, ele foi encontrado com uma identidade falsa, um passaporte italiano falso e US$ 60 mil. Segundo as informações repassadas, “Mancha”, mesmo fora do país, mantinha contatos ligados à rede de lavagem de dinheiro do grupo criminoso.

“Mancha” havia sido preso em 2023 pela PCMG e, posteriormente, recebeu o benefício da prisão domiciliar mediante monitoramento de tornozeleira eletrônica. O aparelho foi encontrado em um macaco de pelúcia em uma busca e apreensão em Capitólio, no Sul de Minas, realizada em 2024.

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A PCMG acredita que o suspeito usava o bicho de pelúcia para driblar o monitoramento da Justiça. 

 

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