Nove pessoas são presas em operação contra lavagem de dinheiro em MG e SP
Ação foi realizada pelas polícias Civil e Militar, e Ministério Público estadual em cidades do Norte de Minas, do Alto Paranaíba e de São Paulo
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Nove pessoas foram presas na Operação “Jó 38:11”, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPMG) e a Polícia Militar (PMMG). A ação, deflagrada terça-feira (24/3), desmontou uma organização criminosa responsável por um esquema de lavagem de dinheiro por meio de locação de máquinas pesadas, em grande parte provenientes de crimes como furto, roubo e estelionato, praticados em diversas regiões do país.
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A operação foi realizada em cidades do Norte de Minas Gerais e no Alto Paranaíba, além de São Paulo. Durante o trabalho policial foi identificado um grupo estruturado na cidade de Manga, Norte de Minas, com ramificações em outros estados da federação. Segundo a Polícia Civil, estima-se que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 11 milhões durante o período investigado.
As investigações foram iniciadas a partir de Procedimento Investigativo Criminal (PIC) instaurado pelo MPMG, com base em diversos inquéritos conduzidos pela Polícia Civil.
Segundo as investigações, a organização atuava na lavagem de dinheiro por meio da locação de maquinários pesados. Ainda conforme os levantamentos, grande parte do material era proveniente de crimes de furto, roubo e estelionato praticados em diferentes regiões do país.
A apuração também aponta que os equipamentos eram adulterados e inseridos em empresas vinculadas ao grupo criminoso, que prestavam serviços na região, inclusive com uso de documentação falsificada.
Prisões em Minas e São Paulo
Durante a operação deflagrada terça-feira, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão em Manga, em outros cinco municípios do Norte de Minas (Itacarambi, Montes Claros, Monte Azul, Porteirinha e Olhos-d’Água), Patos de Minas (Alto Paranaíba), e nas cidades paulistas de Valinhos e Ibaté.
Além das nove prisões (sete preventivas e duas em flagrante), foram apreendidos diversos veículos, documentos, computadores, celulares, arma de fogo e dinheiro.
Em Manga, houve a apreensão de uma caminhonete, um veículo utilitário esportivo e R$ 20,8 mil em espécie. Em Montes Claros, foi recolhida uma caminhonete alvo de sequestro judicial.
Já em Monte Azul, um investigado foi encontrado com três veículos, além de outro com sinais de adulteração, sendo preso em flagrante por receptação. Em Itacarambi, um dos alvos foi detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Participaram da ação cerca de 50 policiais, incluindo equipes das polícias Civil e Militar de Minas Gerais, além da Polícia Civil de São Paulo. A operação foi coordenada pela 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Januária.
“As investigações demonstraram a complexidade da atuação do grupo, que utilizava empresas para dissimular a origem ilícita de bens. A atuação integrada das forças de segurança foi fundamental para desarticular essa estrutura criminosa”, destacou o delegado regional de Januária, Luiz Bernardo Rodrigues de Moraes Neto.
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Porquê o nome “Jó 38:11”
O nome da operação, Jó38:11, faz referência ao versículo bíblico que simboliza o limite imposto às ações criminosas: “Até aqui virás, e não mais adiante; e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas.”