PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA

Guarda que jogou gasolina na ex em BH e tentou pôr fogo seguirá preso

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito aguardou a vítima na saída do trabalho, nas imediações do Anel Rodoviário, com a Avenida Presidente Carlos Luz

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O guarda municipal que tentou matar a ex-companheira com gasolina no Bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte, teve a prisão preventiva decretada no sábado (21/3). A decisão é da juíza Genole Santos de Moura, da Secretaria de Audiências de Custódia (Secac) de BH, segundo informado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta segunda-feira (23) ao divulgar a medida.

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O homem de 46 anos foi preso na noite da última quinta-feira (19). Na ocasião, após os procedimentos de polícia judiciária, o guarda foi encaminhado ao sistema prisional.

"Ao manter a prisão, a magistrada ressaltou que medidas alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do caso", disse o TJMG. 

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito aguardou a vítima na saída do trabalho, nas imediações do Anel Rodoviário com a Avenida Presidente Carlos Luz. Ao encontrá-la, saiu de trás de um poste com um galão de gasolina e jogou o líquido na vítima, atingindo suas roupas e olhos. Com medo de que ele ateasse fogo, a vítima correu pelo Anel Rodoviário, mesmo com a visão prejudicada, e pediu ajuda em uma base comunitária da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

O guarda fugiu após o ataque, mas foi localizado horas depois no Bairro Taquaril, na Região Leste de BH, por agentes do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher da própria Guarda Municipal. Ele teria afirmado que pretendia matar a vítima. Eles tiveram um relacionamento de nove anos e estavam separados havia oito meses.

Medida protetiva

A mulher afirmou aos policiais que, dias antes do ataque, em 16/3, o ex invadiu sua casa, a agrediu e danificou objetos. Por conta do episódio, ela obteve uma medida protetiva - que foi descumprida.

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Além da expedição do mandado de prisão preventiva contra o guarda, a vítima foi comunicada com urgência da decisão e orientada sobre o direito à assistência pela Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG).

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