FEMINICÍDIO

Homem invade casa, executa ex com tiros na cabeça e depois se mata em MG

Feminicídio aconteceu em Itabira, na região Central do estado, nesta segunda-feira (23/3). Mulher vinha sofrendo ameaças, segundo relato da cunhada da vítima

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Um homem de 33 anos matou a ex-companheira, de 29, com tiros na cabeça, em Itabira (MG), na região Central do estado, nesta segunda-feira (23/3), após invadir a casa dela na Rua Serro, no Bairro Prado. Logo após o feminicídio, ocorrido por volta das 10h10, o homem se matou. 

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A Polícia Militar registrou no boletim de ocorrência que recebeu uma denúncia anônima relatando que um homem armado havia invadido a casa da vítima. No local, uma mulher também disse ter visto quando o rapaz estacionou o carro e acessou a casa por meio de um quintal. Essa testemunha contou que foi em direção ao imóvel e, ao se aproximar de uma janela, viu o homem com a arma na mão. “Saia daqui! O problema não é com você”, disse ele, segundo contou a mulher à polícia.

Logo após deixar o local, ela relatou que ouviu o barulho de três disparos. Conforme a polícia, como não houve respostas às tentativas de comunicação, os militares entraram na casa e encontraram os corpos do homem e da mulher ensanguentados em um dos quartos. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes. 

A perícia da Polícia Civil identificou que a mulher foi atingida por dois disparos de arma de fogo na cabeça. O homem apresentava a marca de um disparo, também na cabeça. A arma, que estava ao lado do corpo dele, foi apreendida. A polícia ainda recolheu seis munições intactas dentro de uma pochete que estava presa à cintura do homem. Os corpos foram recolhidos pelo serviço funerário após liberação da Polícia Civil.

A cunhada da mulher relatou aos militares que a vítima era ameaçada constantemente pelo homem. No boletim de ocorrência, a polícia registrou que a vítima procurou a Polícia Civil em 20 de fevereiro deste ano para denunciar o ex-companheiro. No registro policial não é citado o teor da denúncia contra o ex, mas apenas que tratava-se de “fato pretérito ocorrido no dia 6” daquele mês. Também não consta no documento a possível motivação das perseguições constantes. 

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Uma criança de 4 anos, filha da mulher, não estava na residência no momento do crime. Revoltados, moradores incendiaram o carro do ex-companheiro da vítima após a saída da polícia. 

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