Vizinhos de lar de idosos que desabou servem lanches a equipes de resgate
Além dos alimentos, os voluntários também posicionaram cadeiras na calçada, para que os militares possam ter alguns momentos de descanso
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Em meio à dor causada pelo desabamento do imóvel que abrigava o lar de idosos Pró-Vida, moradores do Bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte, organizaram um ato de generosidade. O grupo distribui, gratuitamente, lanches e bebidas para equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), para profissionais da imprensa e para quem mais quiser. O cardápio inclui pães, bolos, frutas e biscoitos, além de água, café e suco.
O trabalho começou ainda durante a madrugada, logo após o desabamento, e não tem hora para acabar. Além dos alimentos, os voluntários também posicionaram cadeiras na calçada, para que os militares possam ter alguns momentos de descanso.
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Um dos participantes é o assessor parlamentar Helbert Leonardo Gonçalves, de 45 anos. Ele já esteve no local entre as 6h e as 8h da manhã desta quinta-feira (5/3) e, depois de cumprir a jornada de trabalho, voltou por volta das 17h. "Eu, modéstia a parte, vim com o perfil de servir. A felicidade de quem serve é estar presente para estar ajudando a quem precisa, no momento que precisa. Acho que é isso que me que me move, que me comove, que me motiva a estar fazendo esse trabalho", diz.
Helbert calcula já ter servido mais de 30 garrafas de café às equipes de resgate. Ele conta que o trabalho envolve muitas pessoas: algumas delas nem estiveram pessoalmente no local, mas contribuíram com a compra dos alimentos. O voluntário relata que não conhecia pessoalmente as vítimas, mas se sensibilizou com a tragédia ocorrida no bairro onde reside desde que nasceu.
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Outra voluntária é a balconista Maria Luísa Fernandes Barbosa da Silva, de 46 anos, vizinha ao imóvel que desabou. Muito abalada e também atarefada com a reposição dos alimentos, ela não quis dar entrevista, mas relatou que estava trabalhando desde a chegada das equipes de resgate , ainda nesta madrugada. A moradora também comentou que era próxima a Renatinho, filho do dono da casa de repouso e dono da academia que funcionava no último andar do prédio: ele foi o quarto encontrado sob os escombros.