BH: dupla é presa com mais de 300 seringas de remédio ilegal para emagrecer
Polícia Civil apreendeu centenas de seringas com substância de uso proibido vendida por redes sociais e em loja
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Um homem, de 26 anos, e uma mulher, de 41, foram presos em flagrante nessa terça-feira (3/3), suspeitos de envolvimento na comercialização ilegal de medicamento de uso controlado utilizado para emagrecimento, em Belo Horizonte. A mulher também é investigada por se passar por médica para prescrever o produto aos clientes.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos. Durante a ação, foram apreendidas doses do medicamento, centenas de seringas já preenchidas, ampolas, materiais utilizados para armazenamento e transporte, além de cadernos com anotações contábeis, celulares e um carimbo médico.
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De acordo com o delegado Arthur Benício, a investigação começou após denúncias sobre a venda de medicamentos proibidos no país. Os produtos eram ofertados principalmente por redes sociais e aplicativos de mensagens. “Inicialmente, esses produtos eram ofertados por meio das redes sociais do suspeito, como WhatsApp e Instagram. Ele realizava a venda tanto por entrega quanto por retirada no local”, explicou.
Durante monitoramento nas proximidades do estabelecimento investigado, os policiais observaram intensa movimentação de motoboys retirando encomendas. A abordagem ocorreu quando o proprietário da loja entregava um pacote a um entregador. Dentro da embalagem, os investigadores encontraram um kit com medicamento já preparado em seringa, pronto para aplicação.
Segundo o delegado, o produto tem a comercialização proibida no Brasil. “Ao abrirmos a encomenda, constatamos que havia um kit com medicamento já em seringa, com a dosagem preparada para aplicação. Trata-se de substância com comércio proibido no Brasil por resoluções da Anvisa”.
As buscas realizadas no imóvel do suspeito levaram à apreensão de cerca de 300 a 400 seringas contendo a substância, além de diversas ampolas do medicamento. Durante a investigação, o homem informou que adquiria os produtos de uma mulher que seria responsável por prescrever o medicamento e acompanhar os clientes.
Com base nas informações, os policiais foram até a região do Barreiro, onde localizaram a suspeita saindo de um imóvel com um pacote semelhante ao que havia sido apreendido anteriormente. Ela foi abordada e, teve sua residência revistada. Ali também foram encontradas agulhas, ampolas e outros materiais utilizados na manipulação da substância.
Durante as buscas, os policiais encontraram na bolsa da mulher um carimbo com número de registro médico. Inicialmente, ela afirmou que atuava na área de estética e que não era médica, mas as investigações indicaram que ela se apresentava como profissional da medicina em atendimentos.
Conforme o delegado Arthur Benício, a forma de manipulação do produto também chamou a atenção dos investigadores. “A manipulação era feita de forma totalmente insalubre. A suspeita retirava o medicamento das ampolas na própria cama e o outro investigado armazenava as seringas na geladeira da casa dele, junto com alimentos”, relatou.
As investigações apontam que o medicamento era fracionado em diferentes doses, vendidas por valores que variavam de cerca de R$ 100 a mais de R$ 400. A prática permitia aumentar a margem de lucro do esquema. Anotações apreendidas indicam intensa movimentação financeira e a estimativa da polícia é de que o faturamento pudesse chegar a dezenas de milhares de reais por dia.
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Os suspeitos foram autuados por comercialização de medicamento proibido e, no caso da mulher, também por exercício ilegal da medicina. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e a origem dos produtos.