SUSTENTABILIDADE

MetrôBH pode se tornar um dos maiores produtores de energia solar de BH

Concessionária anunciou hoje (04/03) a conclusão da fase dois da implantação da sua usina solar fotovoltaica. A previsão é chegar a 7mil painéis solares

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O MetrôBH pode se tornar um dos maiores produtores de energia fotovoltaica de Belo Horizonte (MG) ainda este ano. A declaração é do engenheiro de Implantação da concessionária, Quiñónez Souza, em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (04/03). 

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A concessionária anunciou hoje que finalizou a implantação da sua usina solar fotovoltaica com a instalação de 1.966 painéis solares na cobertura de um dos blocos do Pátio de Manutenção São Gabriel, capaz de gerar 900 kW/mês. A energia gerada será utilizada para abastecer o funcionamento do próprio pátio, incluindo maquinários, iluminação, ar-condicionado, assim como trens pontes-rolantes e algumas estações. 

A próxima fase do projeto prevê a implantação de mais 4 mil placas em solo. A concessionária investiu R$16 milhões de recursos próprios na criação da usina com a meta de que, até 2030, 95% da energia consumida pelo sistema seja proveniente de fontes renováveis.

A previsão é de que o MetrôBH conclua a implantação da usina em junho deste ano, chegando a 7 mil painéis e uma geração estimada de 5.220 MWh por ano. O volume, equivalente ao consumo médio de cerca de 2.800 residências, irá abastecer toda a demanda elétrica das 20 estações da Linha 1.

“Por muitos anos, o Mineirão foi uma das maiores usinas fotovoltaicas de Belo Horizonte. A gente finalizando o projeto de instalação, a gente vai ter uma potência instalada 2,65 megawatt (MW) e, com isso, vamos acabar superando o Mineirão, é o dobro da  geração instalada hoje do mineirão, que pode enquadrar a gente como uma das maiores usinas da cidade”, explica Quiñónez Souza. Segundo a Cemig, a Usina Solar Fotovoltaica Mineirão, concluída em 2014, conta com 5.910 módulos fotovoltaicos e potência instalada de 1,42 MW. 

Uma vez que os painéis foram instalados em telhados e áreas já urbanizadas, não houve supressão de vegetação.

 

Impacto para BH

A primeira fase da usina foi concluída em 2024,  quando foram instalados 144 paineis solares com a capacidade de gerar 75Kw. Com a nova usina, a MetrôBH deixará de emitir aproximadamente 469 toneladas de CO² por ano, o equivalente à absorção anual de cerca de 47 mil árvores adultas. 

De acordo com Quiñónez, o excedente de energia gerada pela usina será convertido em créditos junto à Cemig e irá abastecer residências nas proximidades das estações. Até o momento, 380 casas já foram beneficiadas com energia limpa.

“O que é gerado aqui no Pátio São Gabriel consegue suprir a demanda necessária para as oficinas e parte é mandada para a concessionária, é gerado [sic] os créditos, esses créditos a gente utiliza para abater as estações da linha 1. Esses créditos que são gerados abastecem as residências próximas daqui”

A concessionária estuda a expansão do sistema fotovoltaico para a Linha 2, que está prevista para ser concluída em 2028. As duas primeiras estações do trajeto, Nova Suíça e Amazonas, devem ser inauguradas em julho deste ano.

Quando estiver em pleno funcionamento, os 10,5km da Linha 2 devem atrair cerca de 50 mil passageiros por dia. O metrô passará por locais estratégicos como Nova Gameleira, Nova Cintra, Vista Alegre e Ferrugem, ampliando a malha ferroviária da capital mineira de 28,15km para 41,1km.

Eficiência energética em outras capitais

Outras capitais brasileiras também já investem em eficiência energética e impacto ambiental. O Metrofor (CE), que interliga a capital, Fortaleza, a outras seis cidades cearenses por meio de 62 duas estações, distribuídas em 84,3 quilômetros de vias férreas, tem três usinas de geração de energia solar. São 882 placas fotovoltaicas nas estações Padre Cícero e Juscelino Kubitscheck, e 662 placas no Centro de Manutenções do bairro Vila União, com capacidade de produção de 42 mil kWh/mês.

Com uma rede metroviária composta por 6 linhas - totalizando 104,2 km de extensão e 91 estações - o Metrô de São Paulo (SP) divulgou em 2022 que investiria na instalação do Inversor de Tração nas subestações, um equipamento capaz de aproveitar a energia gerada pela frenagem dos trens e disponibilizá-la para outros trens da mesma linha. O Metrô de São Paulo também providenciou a troca das 150.000 lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED, a fim de gerar uma economia de R$2 milhões por ano só com a iluminação. 

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A estratégia também foi usada pelo MetrôRio, no Rio de Janeiro (RJ). Também em 2022 a empresa substituiu 8 mil lâmpadas a fim de economizar 45 mil MWh até 2027, equivalente ao consumo de 2.500 famílias de quatro pessoas durante cinco anos. Além disso, o MetrôRio faz gestão de resíduos e aproveita  água de reuso nos processos de lavagens de trens, peças e oficinas. 

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