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Retirada de asfalto em Ouro Preto divide moradores e órgãos de preservação

Após recomendação do Ministério Público Federal, prefeitura retoma calçamento original; moradores relatam acidentes e prejuízos com pedras escorregadias

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A retirada do asfalto feito em 2023 em uma rua de Ouro Preto, Região Central de Minas, tem gerado muitas reclamações dos moradores da cidade. A retirada das pedras tradicionais havia sido feita devido a acidentes que frequentemente ocorriam ali porque o pavimento era escorregadio e irregular, mas o Ministério Público Federal pediu que a obra fosse revertida.

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“Para quem vem visitar e logo vai embora não ter o asfalto é lindo, mas para os moradores no dia a dia é complicado. Destrói os carros e gera acidentes”, afirmou Fernando Davino, morador de uma rua próxima a Rua Professor Salatiel Gomes, no Bairro Cabeças, onde a intervenção está sendo feita.

Davino contou que chove muito na cidade, o que deixa as pedras escorregadias, levando as pessoas que passam a escorregarem e se acidentarem. A informação foi confirmada por Rosa, idosa que mora na rua: “As pessoas caem, quebram perna, braço. Quando chove, carros deslizam e batem nas casas”, diz a moradora.

Além disso, Davino diz entender a importância histórica da pavimentação, mas questiona o fato de a região ser distante da área preservada. “No centro histórico, tudo bem, mas ali é uma rua afastada que não tem turistas, é uma área completamente local”, argumentou.

Segundo a Prefeitura de Ouro Preto a obra foi feita emergencialmente, motivada pelos pedidos da comunidade por melhorias nas condições de segurança da rua. Mas depois de o Ministério Público Federal dizer que não era permitido usar revestimento asfáltico naquela rua em razão de normas de preservação como as previstas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi necessário recolocar o calçamento original.

Os serviços tiveram início no dia 23 de fevereiro e a previsão é de seja concluída nesta sexta-feira (6/3).

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*Estagiária sob supervisão da subedietora Juliana Lima

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