O Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte enviou, na manhã desta terça-feira (24/2), uma equipe com 22 militares e três cães de busca para atuar em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O reforço foi mobilizado depois das fortes chuvas que atingiram a cidade e causaram mortes e diversos danos.

A Prefeitura de Juiz de Fora confirmou 14 mortes em decorrência do temporal registrado na noite de segunda-feira (23/2). O município suspendeu as aulas da rede municipal e decretou estado de calamidade pública por 180 dias.

Segundo a administração municipal, as equipes trabalham em conjunto com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros nas ações de resgate e apoio às áreas atingidas. A orientação é que a população evite deslocamentos desnecessários por causa dos alagamentos e deslizamentos de terra.

Diversos pontos da cidade ficaram inundados. Um trecho da Avenida Brasil, no Centro, foi tomado pela água. No Bairro Democrata, um motorista precisou sair do carro e empurrar o veículo após ficar preso em um alagamento.

O acesso ao Mergulhão, na região central, foi interditado por medida de segurança, assim como a Ponte Vermelha, no Bairro Santa Terezinha.

Bairros que historicamente sofrem com enchentes voltaram a registrar problemas, como Vitorino Braga, na Zona Leste. A Defesa Civil também alertou para o aumento da enxurrada na Rua Luiz Fávero, no Bairro Linhares, e para pontos de alagamento na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, na Zona Norte.

No domingo (22/2), outro temporal já havia provocado 36 ocorrências, entre elas deslizamentos de terra e alagamentos.

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De acordo com a Defesa Civil, fevereiro já é o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora, com 460,4 milímetros acumulados até a manhã de segunda-feira, superando o recorde anterior, de 1988. Os dados devem ser atualizados ao longo desta terça-feira.

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