Funcionários do metrô de Belo Horizonte foram agredidos por usuários durante uma interrupção momentânea na circulação geral dos trens durante o carnaval. A ocorrência foi registrada na noite da última sexta-feira (13/2) e foi denunciada nesta quinta-feira (19/2) pelo Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG).

No comunicado, a entidade afirma que por volta das 19h, após um problema técnico e paralisação da circulação dos trens, um dos usuários, que estava na Estação 1º de Maio, agrediu um maquinista do comboio. A pessoa teria quebrado o vidro da cabine de comando do trem e os estilhaços feriram o condutor.

Na sequência, outros passageiros também teriam ficado agressivos e discutiram com uma metroviária, líder da estação. De acordo com a profissional, em relato ao sindicato, ela se sentiu acuada pela multidão.

Conforme o Sindimetro, no momento do ocorrido, havia somente um segurança na estação e os agressores tiveram que ser contidos por outros passageiros. Para o sindicato, a situação, apesar de ter sido provocada por passageiros, as agressões foram resultado da falta de planejamento da Metrô BH, empresa responsável pela administração da linha férrea na capital.

Isso porque as estratégias, diretrizes e medidas preventivas propostas pela entidade - e enviadas em 9 de fevereiro - não teriam sido acatadas pela empresa. “O Sindimetro-MG repudia a atitude da empresa de não ouvir as demandas da categoria metroviária. Essa postura, a de não diálogo, ocasionou em episódios violentos que poderiam ser evitados”, enfatizou o sindicato.

“É inadmissível que trabalhadores sejam expostos e sofram violência no exercício de suas funções. Além desse ocorrido, o período do carnaval foi marcado por problemas recorrentes para a operação metroviária – que se estendem desde a insuficiência de efetivo, especialmente nos setores de segurança e estações, ocasionando sobrecarga de trabalho até jornadas extenuantes, em razão da ampliação de horários e aumento da demanda”, afirmou o Sindimetro em nota.

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A reportagem procurou a Metro BH, para se posicionar sobre a denúncia. No entanto, até a publicação deste texto, não houve resposta.

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