Helena Sousa é irmã da madrasta da menina e descreve Lorrayne como alegria pura. “Dançava, brincava, era encantadora. É uma perda que, para recuperar, vai demorar.” Helena conta que a irmã está no hospital com o irmão de Lorrayne, que também foi atingido pelo desabamento do pergolado, mas já recebeu alta e deve participar do velório e sepultamento da menina. Lorrayne tinha mais dois irmãos, além deste, mas nenhum deles estava no parquinho. A tia da menina diz ainda que nenhum responsável pelo condomínio deu explicação sobre o que motivou a queda da estrutura. “Só pediu desculpas para o pai. Mas desculpa não vai trazer ela de volta”, lamenta.
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Lorrayne Rabelo Fernandes será velada no cemitério Parque da Ressurreição, em Vespasiano, na Grande BH, na tarde desta quarta-feira. O sepultamento, no mesmo local, está previsto para às 15h.
Investigação
Além de Lorrayne, a queda do pergolado atingiu outras quatro crianças, com idades entre 4 e 10 anos.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) informou que o playground onde a estrutura estava ficava na área externa do condomínio. Pelas imagens divulgadas pela corporação, o pergolado quebrou na base. A menina teve parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada, mas morreu no local.
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Segundo os militares, as outras crianças foram retiradas dos escombros e levadas para atendimento na UPA da cidade. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte e liberado na manhã desta quarta-feira (18/2).
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a perícia compareceu ao local para coleta de vestígios para subsidiar a investigação. Além disso, um inquérito foi instaurado para apurar o caso. A PCMG reforça ainda que as investigações estão em andamento e somente após a conclusão dos laudos periciais e das demais diligências será possível esclarecer, com precisão, a dinâmica dos fatos e eventuais responsabilidades.
O que dizem os moradores do condomínio?
No Condomínio Ville Vitória, onde a estrutura desabou, os moradores estão em silêncio. O Estado de Minas tentou falar com o síndico do empreendimento, mas o porteiro informou que não tinha autorização para repassar o contato dele.
Uma moradora do condomínio, que não quis se identificar, disse que os vizinhos estão de luto e muito tristes com o ocorrido. Ela também tem uma filha pequena, mas diz que a criança não costumava brincar no parquinho. Afirmou, ainda, que quando a menina desce está sempre acompanhada. A família estava no prédio quando o desabamento aconteceu.
A moradora disse que a estrutura de madeira deveria estar comprometida porque caiu inteira. Ela afirmou que é preciso esperar a conclusão das investigações, mas que, por ela, as outras que existem em outros espaços do condomínio deveriam ser retiradas por segurança.
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O condomínio tem seis blocos, cada um com oito andares e quatro apartamentos por andar. A mulher reside no mesmo bloco da família de Lorrayne. Ela contou que a síndica enviou um comunicado no grupo de moradores no WhatsApp lamentando o episódio.
