Mãe busca informações sobre filho desaparecido há três dias em Juiz de Fora
A cidade na Zona da Mata está em estado de calamidade pública e o sumiço do parente nesse contexto deixou a família preocupada
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Aline Agostinho Leite, moradora de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, busca informações sobre o filho, Rafael Agostinho Leite, morador do Bairro Vitorino Braga, de Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata, local atingido pelos temporais nesta semana. De acordo com a mãe, ele não retorna os contatos há três dias.
Segundo ela, Rafael costuma visitar o irmão Pedro Henrique todos os dias para tomar café, só que deixou de fazer isso nessa semana. A mãe afirmou que sente vontade de ir até Juiz de Fora buscar pelo filho, mas o caos vivenciado pela cidade da Zona da Mata a impede de ir lá.
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O tio do rapaz desaparecido foi visitar o local em que o sobrinho morava para averiguar se estava tudo bem com o parente, só que, quando chegou próximo à residência, houve um deslizamento de terra que destruiu algumas casas no Bairro Vitorino Braga e impediu que ele chegasse ao lugar.
A família preferiu, nesse momento, não protocolar o boletim de ocorrência e esperar até o final da tarde desta quinta-feira (26/2) para acionar os órgãos de segurança. Pedro Henrique informou ao Estado de Minas que o irmão costuma "sumir" em alguns momentos, por isso esperou para procurar pelas autoridades.
Informações sobre o paradeiro de Rafael podem ser repassadas para Aline pelo telefone (22) 98848-1940.
Chuva intensa agravou cenário já crítico
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o número de vítimas das chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá chegou a 59 na tarde desta quinta-feira. Em Juiz de Fora são 53 mortes confirmadas e 13 pessoas seguem desaparecidas.
Na noite de quarta-feira (25/2), o município foi novamente atingido por um temporal. Entre as 16h e as 22h foram registrados 113 milímetros de chuva, quase dois terços da média histórica prevista para fevereiro (170,3 mm), concentrados em poucas horas. O novo episódio agravou danos já existentes, ampliou áreas de risco, provocou deslizamentos e aumentou a instabilidade do solo em bairros como o Jardim Natal.
Enquanto equipes de resgate e a Defesa Civil seguem mobilizadas, moradores vivem sob tensão, atentos a cada estalo vindo das encostas e ao nível dos córregos, que continuam ameaçando o que restou das estruturas.
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*Estagiário sob supervisão do subeditor Gabriel Felice