Minas Gerais revive histórico de desastres causados pelas chuvas
Estatística de 2026 deixa número de mortos entre os mais altos da história do estado em período chuvoso
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Minas Gerais acumula tragédias provocadas por chuvas intensas que deixaram dezenas de mortos e milhares de desabrigados. A mais recente ocorreu neste mês de fevereiro, com ao menos 30 mortes em Juiz de Fora e 6 em Ubá (até a publicação desta reportagem) após volumes recordes de precipitação. O episódio se soma a outros desastres marcantes no estado -como os deslizamentos de 2003 na Grande BH, o janeiro chuvoso de 2020 e as mortes registradas no Vale do Aço em 2025.
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RELEMBRE
2003 - Deslizamentos na Grande BH
Em janeiro de 2003, pelo menos 25 pessoas morreram e 70 ficaram feridas após uma madrugada de chuvas ininterruptas em Minas Gerais. Na zona leste de Belo Horizonte, oito crianças da mesma família morreram. O quadro de destruição observado na capital mineira na madrugada se repetiu em localidades do interior, e a cidade mais atingida foi Caratinga (MG), no leste do estado. Dois prédios desabaram e foram levados pelo rio Caratinga, que invadiu a cidade.
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2020 - Janeiro histórico
Pelo menos 54 pessoas morreram no estado em razão da chuva de 24 de janeiro. Houve ainda registro de desaparecidos. Belo Horizonte registrou volumes excepcionais ao longo do mês, com deslizamentos em áreas de encosta e alagamentos em vias importantes da cidade.
2025 - Ipatinga e Santana do Paraíso
Em 12 de janeiro, fortes chuvas deixaram 11 mortos nas cidades de Ipatinga e Santana do Paraíso. Dez vítimas estavam em Ipatinga, incluindo duas crianças e dois idosos, após o desabamento de casas. Segundo balanço do governo estadual, 187 pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas.
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