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MG registrou um caso de explosão de panela a cada dois dias em 2025

Péssimo cuidado com a panela e falhas de produção podem causar acidentes; panela de pressão explodiu em escola de BH na manhã desta quinta-feira (19/2)

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Minas Gerais registrou um caso de explosão de panelas a cada dois dias em 2025. Os dados são do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, que informou ter registrado 209 ocorrências no último ano. As panelas de pressão são as principais responsáveis pelos incidentes.

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As informações da corporação somam todos os atendimentos relacionados aos diferentes tipos de utensílios. Em 2024, foram contabilizados 206 registros desse tipo. Neste ano, 30 casos já foram contabilizados em Minas.

Segundo o tenente Elias Cristóvão, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, as panelas de pressão são as que mais oferecem riscos de explosão, seja pelo uso irresponsável ou por más condições do produto.

“Todo registro contabilizado é referente a panelas no geral que apresentam um princípio de incêndio ou um incêndio em si. Nesse contexto, existem os casos das panelas de pressão, que são os mais graves e recorrentes”, aponta Cristóvão.

Os problemas nas panelas que podem influenciar os incidentes estão relacionados a falhas no mecanismo de segurança, especialmente no pino de escape de vapor do recipiente, que, em caso de obstrução, pode apresentar algum tipo de problema.

“No caso de entupimento da válvula de escape de vapor, quando a panela chega a uma determinada pressão durante o cozimento, há risco de explosão”, diz. “Existe uma segunda válvula de segurança, que alivia a pressão se a primeira falhar. Se ela não conseguir conter a força, o risco de explosão é praticamente garantido”, aponta o tenente.

Ainda de acordo com Cristóvão, outras situações podem ocorrer e influenciar o processo de explosão das panelas, como falhas na vedação da borracha devido ao ressecamento, além de possíveis deformações no utensílio (amassados ou avarias).

Na manhã desta quinta-feira (19/2), um incidente em uma escola de BH feriu duas funcionárias da instituição e fez com que a Defesa Civil interditasse o local. (Saiba mais abaixo)

O tenente orienta a população a, na hora de adquirir um utensílio, verificar se há certificações de agências reguladoras que garantam a qualidade do produto, como ABNT e Inmetro.

A NBR 11823 rege o desenvolvimento das panelas e estabelece regras baseadas em ferramentas de gestão de qualidade, voltadas a propiciar confiança na conformidade com uma norma ou regulamento técnico.

Ela esclarece os requisitos de fabricação, a necessidade de informar a pressão interna, o modo de uso em fontes externas de calor, a pressão de vapor, a escala e a capacidade volumétrica do utensílio.

Cada panela de pressão deve trazer gravadas externamente, na parte inferior, em baixo relevo ou reentrância, as seguintes marcações:

  • Nome do fabricante ou símbolo de identificação;

  • Capacidade volumétrica, bem como a pressão nominal de trabalho;

  • Número desta norma;

  • Identificação que garanta a rastreabilidade do produto (lote, nº de série).

A tampa, o cabo ou as alças devem conter um aviso claro, em letras garrafais, destacando a necessidade de leitura das instruções antes do uso da panela. O manual deve apresentar informações de fácil compreensão, com detalhes básicos, como abrir e fechar a panela, cuidados durante o uso, manutenção e a capacidade máxima do utensílio para o cozimento dos alimentos.

O tenente Elias conscientiza e relembra a importância do cuidado diário com a panela, incluindo limpezas e manutenções, para identificar se há sujeiras no pino que possam eventualmente obstruir a saída de vapor.

“É importante averiguar se não há sujeira na panela e não utilizar nenhuma gambiarra para fazê-la funcionar. Antigamente, as pessoas passavam fubá na borracha da panela de pressão, mas isso não é indicado”, afirma o tenente.

Ainda segundo o militar, nenhuma manutenção provisória deve ser feita no produto para vedar ou evitar vazamentos. Não é recomendado ultrapassar a capacidade máxima da panela; o indicado, segundo Elias, é respeitar o volume do recipiente.

“Em caso de alimentos que formam espuma, indicamos que se coloque apenas metade da panela, porque se formará uma camada que ocupará mais espaço, aumentando o risco de explosão e de saída de pressão”, finaliza o tenente.

Outras recomendações do bombeiro incluem não forçar a saída de vapor com utensílios, deixando que esse processo ocorra naturalmente. Também não é recomendado colocar a panela embaixo d’água para reduzir a temperatura, pois isso aumenta o risco de explosão.

Explosão de panela em escola

Na manhã desta quinta-feira (19/2), uma panela de pressão explodiu e deixou duas funcionárias feridas na Escola Municipal Magalhães Drummond, no Bairro Alto Barroca, Região Oeste de BH. A ocorrência foi registrada por volta das 8h30, na Rua Contendas, 200. Militares do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais foram acionados após a explosão.

Segundo relato de uma das funcionárias, o equipamento apresentou problema na liberação do vapor de água e acabou explodindo. No momento do acidente, elas cozinhavam beterrabas na panela de pressão. Uma das vítimas, de 43 anos, sofreu queimaduras na barriga, nas costas e nos braços. A outra, de 42 anos, queixou-se de dores no quadril e na cabeça, após ser projetada ao chão pela força da explosão.

Os bombeiros realizaram o atendimento pré-hospitalar, estabilizaram as vítimas e as encaminharam ao Hospital João XXIII, referência no atendimento a vítimas de queimaduras e traumas na capital.

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A cozinha da escola sofreu avarias com a explosão e foi interditada pela guarnição do Corpo de Bombeiros, que solicitou a presença da Defesa Civil municipal para avaliação da estrutura do espaço. Em decorrência do acidente, a unidade não terá condições de fornecer alimentação aos alunos até que a situação seja regularizada.

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