Menina de 10 anos morta em parquinho é sepultada sob aplausos em Vespasiano
Lorrayne Rabelo Fernandes foi atingida pelo pergolado de madeira, que desabou no condomínio onde morava, na cidade da Grande BH
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A menina Lorrayne Rabelo Fernandes, de 10 anos, que morreu depois de ser atingida pelo pergolado de madeira de um parquinho que desabou no condomínio Ville Vitória, em Vespasiano, na Grande BH, foi sepultada na tarde desta quarta-feira (18/2), sob aplausos de quem estava presente.
O velório aconteceu no cemitério Parque da Ressurreição, em Vespasiano, e foi acompanhado por familiares da menina e vizinhos do condomínio e do bairro.
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Muitas crianças que eram amigas de Lorrayne seguravam balões brancos. O pai da menina, Sérgio Rabelo, disse, muito emocionado, que espera justiça pela morte da filha.
Pouco antes das 15h, uma irmã de Lorrayne, a pastora Janete Rabelo, fez uma oração pela menina. "Não vamos ter mais o sorriso dela, mas temos a certeza que ela está nos braços do Senhor. O que vai ficar na memória não é esse momento, mas todos os que passamos ao lado dela."
Além de Lorrayne, outras quatro crianças foram vítimas do desabamento, dentre elas um irmão da menina, Paulo Rabelo, de 7 anos, com um ferimento na cabeça e que já recebeu alta; e um sobrinho, Bernardo Rabelo, também de 7 anos, com ferimentos leves.
O que dizem os moradores do condomínio?
No Condomínio Ville Vitória, onde a estrutura desabou, os moradores estão em silêncio. O Estado de Minas tentou falar com o síndico do empreendimento, mas o porteiro informou que não tinha autorização para repassar o contato dele.
Uma moradora do condomínio, que não quis se identificar, disse que os vizinhos estão de luto e muito tristes com o ocorrido. Ela também tem uma filha pequena, mas diz que a criança não costumava brincar no parquinho. Afirmou, ainda, que quando a menina desce está sempre acompanhada. A família estava no prédio quando o desabamento aconteceu.
A moradora disse que a estrutura de madeira deveria estar comprometida porque caiu inteira. Ela afirmou que é preciso esperar a conclusão das investigações, mas que, por ela, as outras que existem em outros espaços do condomínio deveriam ser retiradas por segurança.
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O condomínio tem seis blocos, cada um com oito andares e quatro apartamentos por andar. A mulher reside no mesmo bloco da família de Lorrayne. Ela contou que a síndica enviou um comunicado no grupo de moradores no WhatsApp lamentando o episódio.