Foliões do Manjericão recolhem lixo durante o cortejo
Inspirado no bloco 'Segura a Coisa', de Olinda, o grupo mantém a combinação de irreverência, crítica social, defesa da legalização da maconha
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Além das marchinhas e da travessia entre parques, o Bloco do Manjericão também se destacou pela preocupação com a limpeza durante o cortejo na quarta-feira de cinzas. Em sintonia com o discurso ambiental defendido pelos organizadores, muitos foliões recolheram o próprio lixo ao longo do trajeto, juntando latas, copos e papéis descartados.
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À medida que o bloco passava pelas ruas do bairro Castelo e seguia em direção ao Parque Ecológico Vencesli Firmino da Silva, trabalhadores da equipe de limpeza urbana de Belo Horizonte vinham logo atrás, garantindo que o percurso permanecesse organizado.
A trabalhadora da limpeza urbana Ludmila Bárbara avaliou positivamente o cenário. “Tá limpo. O pessoal jogou menos. Foi um dos mais limpos”, afirmou.
Criado em 2011, durante a retomada do carnaval de Belo Horizonte, o Manjericão se consolidou como um dos principais cortejos da quarta-feira de cinzas, data que tradicionalmente marca o encerramento simbólico da festa para muitos foliões, embora oficialmente a folia em BH termine apenas no domingo (22). Inspirado no tradicional bloco “Segura a Coisa”, de Olinda, o grupo mantém a combinação de irreverência, crítica social, defesa da legalização da maconha e preservação ambiental.
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Um dos fundadores, Bruno Leal Medeiros, explica que a travessia entre parques tem caráter simbólico. “A ideia é despertar o interesse da população para esses espaços. Muitos parques são pouco utilizados. São áreas com vegetação, vida nativa e água. A proposta do bloco é que essa água permaneça, que as árvores permaneçam, que os bichos permaneçam e que a alegria permaneça”, afirma. “À medida que o bloco vai caminhando, a bateria também vai aumentando”, completa.