Quem faz o bloco andar? Veja como é o trabalho dos cordistas dos blocos
Profissionais contratados ou voluntários, fazem parte da grande estrutura no carnaval
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Para que os blocos de rua possam avançar no cortejo com segurança, muitos utilizam a estratégia de delimitar o espaço com cordas, que são mantidas na posição pelos cordistas. Profissionais contratados ou voluntários, eles fazem parte da grande estrutura no carnaval.
Gabriela Santos estava na corda do Bloco Corte Devassa na manhã desta segunda-feira (16/2) ao lado do namorado. A designer de jóias conta que trabalhou nesta função em vários blocos no início da década de 2010, mas parou quando engravidou. Agora, com o filho já grandinho, voltou a curtir o carnaval tanto como foliã quanto como cordista voluntária.
“Estou amando voltar e estar aqui na corda do meu bloco do coração. Eu me sinto em casa”, conta. Sobre a dificuldade do trabalho, ela afirma que é tranquilo e gratificante contribuir para que o desfile dê certo: “Todo mundo contribui, a gente divide o peso e dá para curtir também. É super legal”.
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Em outro ponto da cidade, no Unidos do Barro Preto, a advogada Luiza Burian, de 35 anos, compartilha o sentimento de Gabriela. É o terceiro ano que ela fica na corda garantindo o fluxo do desfile. “A gente sente que faz parte da festa. Eu acho que o carnaval é uma festa coletiva e eu tenho que fazer o meu papel para ela acontecer. Sou cordista e muito orgulhosa”, declara.
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Ela conta que, às vezes, o trabalho é pesado e há a necessidade de pedir para os foliões colaborarem abrindo espaço para o bloco, principalmente os que vão à frente do cortejo. “Esse ano está bem mais fácil ser cordista, está dando para curtir sem muito perrengue, a galera está respeitando mais e estamos com uma estrutura boa de bloco”, avalia a advogada.