Plural, segundo dia de folia reúne crianças, adultos e idosos em BH
No cortejo do Beiço do Wando, famílias ocupam a Avenida Brasil e reforçam o caráter inclusivo do carnaval da capital
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No segundo dia de carnaval em Belo Horizonte, o Beiço do Wando transformou a Avenida Brasil em ponto de encontro entre gerações. Em meio a confetes, fantasias e clássicos do brega, crianças, pais e avós dividiram o mesmo espaço e mostraram que a festa é para todos.
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Luca, de 2 anos, já é figurinha carimbada na folia. A mãe, Gabriela Alves, conta que participa do bloco desde os primeiros desfiles e faz questão de manter a tradição em família. “Não é fácil andar porque acaba ficando cheio, mas a gente curte bem. Sempre trago confete e considero um bloco inclusivo”, afirma. Segundo ela, o filho acompanha o carnaval desde bebê.
Também na avenida estavam Carolina Almeida e o marido, Daniel Costa, com o pequeno Arthur, de 1 ano. De acordo com a mãe, o casal decidiu levar o filho porque não tinha com quem deixá-lo. “Alguém tem que correr por eles”, diz. Arthur permaneceu tranquilo durante o cortejo e, segundo os pais, parecia se divertir com o som da bateria. Para o casal, esta é a primeira vez trabalhando como ambulantes no carnaval.
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Entre os foliões mirins, o estreante João, de 7 anos, observava atento cada batida. O pai, Jesus Cardoso, conta que frequenta o bloco desde o início. “É um projeto de vida. Venho desde o começo. É muito irado”, relata.
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A diversidade também aparece na bateria. Denise Drummond, de 67 anos, toca há oito anos e diz que não pensa em parar. Simone Rocha, integrante há sete anos, destaca o clima de acolhimento. “Aqui todo mundo tem espaço. É uma família”, afirma.