As buscas pela pequena Alice Maciel, de 4 anos, em uma área de mata na comunidade de Bituri, na zona rural de Jeceaba (MG), Região Central do estado, vão continuar durante a noite desta sexta-feira (30/1). Ela foi vista pela última vez na tarde de quinta-feira (29/1). Desde então, uma força-tarefa formada por militares do Corpo de Bombeiros e voluntários foi mobilizada para tentar localizar a criança. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o caso.
Até o início da noite desta sexta-feira (30/1), 38 bombeiros e três cães especialistas em busca participavam da operação. De acordo com a corporação, a área delimitada para as buscas é de aproximadamente 40 hectares, o equivalente a 40 campos de futebol.
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As buscas estão concentradas em uma área delimitada pelos cães farejadores, que teriam identificado o cheiro de Alice. “Primeiro fazemos as buscas com os cães. Depois, seguimos com a varredura com os drones e, por fim, com as equipes a pé”, informou um dos bombeiros que atua na operação.
Procurada, a Polícia Civil informou que está investigando o caso e realizando todas as diligências necessárias. “Equipes estão no local das buscas”.
O que aconteceu com Alice?
Abalada, a mãe da menina, Karine, de 24 anos, contou que saiu para trabalhar e deixou a filha sob os cuidados da avó em um sítio, devido ao período de férias escolares. Em um momento de distração, enquanto a avó realizava um Pix, a pedido do irmão de Karine, a criança teria fugido em direção a uma área de mata.
“Em cerca de 10 minutos, quando ela percebeu que Alice não estava mais por perto, me ligou. Na hora, acionamos a polícia”, relatou a mãe. Assim que soube do desaparecimento, Karine retornou às pressas para a região e segue acompanhando as buscas.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Karine implora pela volta da filha. Ela pede que, se alguma pessoa sequestrou a menina, a devolva. “Por favor, ela é uma criança autista, não verbal, ela não sabe se comunicar, toma remédio controlado. Ela já está há mais de 24 horas sem o remédio dela, até mesmo com ele ela fica agressiva. Ela não consegue viver sem mim e a minha família cuidando dela”.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o desaparecimento foi percebido por volta das 14h30. As buscas começaram com o apoio de moradores da comunidade, cerca de 97 voluntários, e, posteriormente, também foram acionadas equipes da Polícia Militar, da Defesa Civil e da Polícia Civil. Ao todo, 21 militares do Corpo de Bombeiros atuam na operação, com cinco guarnições coordenando os trabalhos.
Primeiras buscas
As equipes realizaram buscas noturnas com cães farejadores treinados para odor específico. Os animais indicaram uma possível trilha em uma área de mata que se estende até uma estrada próxima à residência da avó, local considerado o último ponto onde Alice teria sido vista.
Drones com câmeras térmicas também foram utilizados para varrer a região, mas sem sucesso até o momento. As buscas são realizadas por equipes mistas, formadas por bombeiros e voluntários, com apoio de grupos especializados, como o Busca com Cães (PEBRESC), Busca Especializada (PBS) e Busca Especializada (PMAD).
Nesta sexta-feira (30/1), as equipes ampliaram o perímetro de busca, explorando novas áreas, reforçando o uso de cães farejadores e revisando regiões já vistoriadas. O planejamento das operações continua sendo compartilhado com a família no Posto de Comando instalado no local.
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De acordo com os bombeiros, a operação enfrenta dificuldades devido à topografia da região, que inclui encostas íngremes, áreas escorregadias, pastagens e mata fechada. A chuva registrada de forma intermitente também prejudica a mobilização das equipes e a eficiência das imagens térmicas captadas por drones.
