A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) afirmou que nenhuma de suas estruturas de contenção de sedimentos da empresa foi afetada pelo rompimento parcial de uma estrutura da Mineradora Vale, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais.

Espaços administrativos da companhia foram alagados durante a madrugada deste domingo (25/1), depois que a área de armazenamento de água com sedimentos da mineradora vizinha foi atingida. Em um primeiro momento, fontes ligadas à CSN informaram que, pelo menos, 200 funcionários foram evacuados como medida de segurança.

Em nota, a companhia informou que almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e áreas de embarque foram atingidos pela água. “A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas”.

Durante a tarde, uma fonte ligada à companhia afirmou que parte da água extravasada da estrutura administrada pela Vale foi retida pelas bacias de contenção da CSN. Imagens, gravadas no momento do rompimento, mostram que uma correnteza lamacenta foi formada e chegou a atingir 1,5 metro de altura.

Ainda segundo o funcionário, o plano de ação de emergências interno da empresa foi acionado, e os profissionais foram retirados. Apesar do susto, não houve feridos.

Situação normalizada

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Metabase) Inconfidentes, Paulo César Nogueira, disse que recebeu informações de que, na madrugada deste domingo, houve o “abalroamento” de uma estrutura na mina da Fábrica, da Vale, em Ouro Preto, e que a água que vazou atingiu a mina do Pires, da CSN, em Congonhas, mas que não houve feridos e que a situação está sob controle. “A sirene nem foi ligada”, afirma Nogueira.

Segundo ele, informações preliminares das duas mineradoras são de que não há risco para a população nem possibilidade de a água atingir a área urbana de Congonhas.

O que disse a Vale?

Em nota, a mineradora Vale afirmou que não houve um rompimento da estrutura da Mina da Fábrica, mas sim um “extravasamento” de água e sedimentos. A empresa ainda destacou que o motivo do transbordamento está sendo apurado, porém garantiu que não há relação com barragens da região.

Confira a nota na íntegra:

“A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.

A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”.

A Defesa Civil foi acionada?

No início da tarde, as prefeituras de Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas, enviaram equipes para confirmar o possível rompimento de um dique, administrado pela Mineradora Vale. O órgão de proteção de Congonhas informou que a notícia sobre a ocorrência foi divulgada em grupos de mensagens. No entanto, até as 12h, o órgão não havia sido acionado oficialmente.

Em nota, a Prefeitura de Ouro Preto informou que a ocorrência teria acontecido em uma área rural do município, localizada em uma região distante tanto da sede do órgão, quanto de demais distritos. “Neste momento, agentes da Secretaria de Segurança e Trânsito, juntamente com o Departamento de Defesa Civil, estão se deslocando até o local para averiguação in loco”.

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A Defesa Civil estadual também informou que deslocou equipes para a região, para averiguar a situação. Até às 16h30 o órgão ainda não havia se manifestado sobre o que teria acontecido.

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