A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sinalizou, neste sábado (17/1), o possível retorno dos patinetes elétricos compartilhados à capital mineira. Foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM), que a Superintendência de Mobilidade do Município (SUMOB) abriu um edital sobre o credenciamento de empresas interessadas em implantar, instalar, manter e operar sistemas de patinetes elétricos sem estação, acionados por aplicativos digitais, em espaços públicos da cidade.

Segundo o documento, a partir de 4 de fevereiro de 2026 os interessados podem começar a enviar as propostas, conforme os termos e condições previstos no edital e em seus anexos. O texto completo está disponível nos portais do governo federal e da prefeitura municipal, e cópias podem ser obtidas mediante agendamento na sede da BHTrans, no bairro Buritis, Região Oeste da capital, com comprovação de pagamento de guia emitida pela mesma.

A abertura do edital surge após uma série de testes práticos com patinetes elétricos realizados na cidade em 2025, como parte de um programa denominado Escola de Direção Segura de Patinetes. Durante dois dias, em agosto do ano passado, servidores municipais e membros do público puderam testar patinetes elétricos na Rua Goiás, no centro de BH, com monitores especializados orientando sobre segurança e operação adequada. 

Essas atividades tinham por objetivo avaliar as condições de circulação e segurança desses veículos em vias públicas, considerando a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece diretrizes para a operação de patinetes elétricos no país.

Algumas das regras definidas são, as características técnicas, exigências de segurança (como capacete, espelho, farol) e as normas para sua circulação em vias públicas, diferenciando o que exige habilitação (ACC ou A) e emplacamento (ciclomotores) daqueles que não precisam (bicicletas elétricas e autopropelidos, que devem seguir as regras para ciclistas e ter equipamentos de segurança).

Polêmica

BH já teve patinetes elétricos circulando pela cidade, em 2019, com a empresa de bicicletas e patinetes elétricos Yellow e Grin.

A novidade gerou polêmica depois da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) declarar que, de janeiro a abril de 2019, o Hospital João XXIII atendeu mais de 70 pessoas que sofreram acidentes com o veículo.  

Em setembro de 2019, o engenheiro e empresário Roberto Pinto Batista Júnior, de 43 anos, morreu após bater a cabeça em um bloco de concreto que faz a separação de uma ciclovia na Avenida Paraná, esquina com a Rua dos Tupis.

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Em janeiro de 2020, a empresa anunciou que estava encerrando as atividades em Belo Horizonte por "razões operacionais".

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