Agentes do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prenderam, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (14/1), Ricardo Lopes Araújo, o Dom, de 32 anos, apontado como líder de uma organização criminosa que entrava indevidamente no Banco Nacional de Mandados de Prisão, um sistema online do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Usando o login e a senha de um magistrado, o grupo emitia documentos em benefício próprio e de comparsas.

O suspeito foi localizado em um apartamento no Bairro Maracanã, na capital fluminense. Junto com ele estava Matheus Felipe do Nascimento Silva, outro integrante da organização criminosa, que, de acordo com a PCMG, era o único que havia conseguido escapar durante a primeira fase da operação. As investigações indicam que ele era o braço-direito do líder da organização criminosa.

Dom estava entre as 11 pessoas detidas durante a primeira fase da Operação Veredicto Sombrio, deflagrada no último dia 10 de dezembro. Porém, valendo-se do mesmo procedimento ilegal, conseguiu um alvará de soltura fraudulento e foi libertado no dia 20 do mesmo mês, pouco antes do Natal.

Com os dois suspeitos, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares. Eles já vinham sendo monitorados pela PCMG: durante a apuração, os agentes descobriram que a dupla raramente saíra do apartamento e mal era vista pelos vizinhos.

"Eles estavam bem escondidos em um bairro do Rio de Janeiro. Eles sabiam da gravidade dos crimes que cometeram e da repercussão que foi criada com a fuga dessa liderança", sintetiza o delegado Leandro Matos Macedo, titular da 3ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da PCMG.

Os suspeitos foram trazidos de avião para Belo Horizonte e desembarcaram no Aeroporto da Pampulha na noite desta quarta-feira. De lá, foram levados para a sede do Deoesp, no Bairro Gameleira, na Região Noroeste da capital mineira.

Com a prisão de Dom e de seu braço-direito, a PCMG afirma que a quadrilha foi completamente desarticulada e colocada fora de operação. "Essa organização, eu posso afirmar, ela acabou hoje", assegura o delegado Leandro.

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A ação contou com apoio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). As investigações sobre o caso prosseguem: a PCMG ainda analisa vários documentos e arquivos digitais relacionados à quadrilha.

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