Três décadas após os acontecimentos que colocaram Varginha, no Sul de Minas, no centro de um dos casos ufológicos mais conhecidos do mundo, um novo relato pode mudar tudo. O médico neurologista Ítalo Denelle Venturelli afirmou ter visto imagens de uma cirurgia realizada em um “ser estranho”, com características não humanas, e diz que também teve contato visual direto com a criatura dentro de um hospital da cidade, em janeiro de 1996.
Formado há quase 50 anos e ex-diretor de três hospitais de Varginha, Venturelli afirma que manteve o relato em sigilo por medo de descrédito profissional. No entanto, desde 2025, veio a público narrar que viu o suposto ET.
Em depoimento ao documentário “Mistério de Varginha”, da TV Globo, ele contou que o contato ocorreu em meio a uma movimentação atípica do Exército nos arredores do Hospital Regional, onde ele atuava à época. Venturelli conta que foi chamado por um colega médico, identificado apenas como Marcos Vinícius — já falecido —, para ver algo “diferente”.
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“Ele me mostrou um vídeo. Era como se fosse uma criança, ele dando uns pontos. Perguntei o que era aquilo, e ele apontou para um leito. Quando me afastei um pouco, vi que o alien estava ali”, relatou à atração.
O médico descreveu a criatura de forma distinta da versão mais conhecida do caso, popularizada por relatos das três jovens que afirmaram ter visto um ser de pele escura em um terreno baldio.
“Não era verde nem marrom. Era branco, branquinho. O crânio tinha forma de gota, a boca era pequena e os olhos, lilás, também em forma de gota. Ele estava tranquilo, consciente. Parecia um anjo”, afirmou.
Segundo Venturelli, o contato visual durou poucos minutos. Ele relata que o ser o observou e chegou a olhar pela janela do quarto antes de voltar o olhar para ele. “Era completamente diferente do humano, mas não causava medo”, disse.
De acordo com o neurologista, o colega médico apresentou versões diferentes sobre o procedimento realizado: inicialmente, teria falado na implantação de uma válvula; depois, disse que apenas suturou um ferimento. “No vídeo, aparece ele dando ponto, usando luvas. Alguém filmou para ele. O Marcos tinha essa fita e mostrava para várias pessoas”, contou.
Venturelli acredita que as imagens ainda possam existir e vir a público. “Se o pessoal ver essa fita, pira”, afirmou.
Silêncio por medo de descrédito
O médico explicou que permaneceu em silêncio por quase 30 anos por receio de ser rotulado como “louco” e prejudicar sua carreira.
“No interior, você tem medo de falar e passar por doido. Tenho consultório, sempre tive. Achei que ia morrer levando isso comigo”, relatou. Segundo ele, uma recente internação hospitalar o fez repensar o silêncio. “Não dá para carregar isso sozinho.”
Para o pesquisador Edison Boaventura Jr., o depoimento representa um ponto de inflexão no Caso Varginha. “O doutor Ítalo foi o precursor. Ele teve coragem de falar primeiro e foi quem teve contato físico com a criatura”, afirmou.
Boaventura destaca que o relato do médico inaugura uma nova fase das investigações, indicando que o episódio pode ser mais complexo do que o avistamento inicial de janeiro de 1996.
Oficialmente, o Inquérito Policial Militar instaurado à época concluiu que não houve captura de criaturas nem queda de objetos não identificados. O Exército Brasileiro sempre negou qualquer operação secreta relacionada ao caso.
Para pesquisadores, no entanto, o silêncio institucional contribui para manter o mistério vivo. “Eles vão morrer negando”, disse Boaventura.
Desdobramentos
No ano passado, Venturelli deu entrevistas para a continuação do documentário “Moment of Contact", do cineasta James Fox, que deve estrear no Brasil em breve. O diretor saiu em defesa do médico após questionamentos nas redes sociais.
O documentarista também convidou a imprensa para uma entrevista coletiva no próximo dia 20, em que Venturelli e outras “testemunhas brasileiras oculares de um OVNI acidentado e de seres não humanos vivos” vão dar depoimentos. Além disso, especialistas americanos pedirão imunidade para os novos denunciantes.
“A verdade é que eu vi o ser. Não era um ser do nosso planeta. Estamos falando de algo que muda o conceito de humanidade. É importante que as pessoas saibam”, declarou o médico no convite para a coletiva.
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“Este é o caso mais convincente da história moderna de recuperação de destroços de OVNIs envolvendo seres não humanos vivos e, segundo relatos, a Força Aérea Americana. “Este caso pode, em última análise, encerrar o debate, provando que não estamos sozinhos”, afirma o investigador e cineasta James Fox.
