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Deputadas criticam rompimento de estrutura sete anos após tragédia

Sete anos após estouro da barragem no córrego do Feijão, uma estrutura da mineradora rompeu em Ouro Preto. Bombeiros e Defesa Civil estão no local.

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Deputadas criticaram o rompimento de uma estrutura da Vale, na madrugada deste domingo (25/1), mesma data em que uma barragem da mineradora em Brumadinho se rompeu, em 2019, matando 272 pessoas.

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“Justo no dia em que o Brasil relembra o crime de Brumadinho... A destruição segue, a impunidade também. Até quando”, questionou a deputada federal Duda Salabert (PDT), em suas redes sociais se referindo à barragem do Fundão, no distrito do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em novembro de 2015, uma barragem da Samarco, em Mariana, também se rompeu, destruindo o povoado de Bento Rodrigues e matando 19 pessoas.

A estrutura que se rompeu neste domingo fica na mina da Fábrica, em Ouro Preto. A água escoou para uma mina vizinha da CSN, inundando estruturas administrativas da região do Pires, em Congonhas, que tiveram que ser evacuadas.

De acordo com a Vale, não houve rompimento, mas, sim, “extravasamento” da água com alagamento de áreas da mina do Pires. As prefeituras de Ouro Preto e Mariana ainda não informaram oficialmente ainda detalhes sobre o ocorrido, mas equipes dos dois municípios estão no local, assim como equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

Direto de Brumadinho, onde participava da cerimônia em homenagem às vítimas de Brumadinho, ocorrida neste domingo, a deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL) também lamentou o incidente com a mina da Vale. “Um crime que gerou uma cicatriz tão grande na memória do povo mineiro não para, pois a mineradora segue cometendo crimes e irregularidades, enquanto ninguém é punido. Acabei de saber que se rompeu um dique da Vale ali em Pires, na fronteira entre Ouro Preto e Congonhas”, criticou a deputada.

Segundo ela, com a água que correu para a barragem da CSN em Congonhas, a estrutura estaria ameaçada pela água e pelo rejeito.

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A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) também criticou o rompimento dessa estrutura que, de acordo com a CSN, não seria um dique e sim uma cava. “Acabei de participar de um ato em memória das 272 joias e o lucro por todo o sofrimento que esse rompimento da barragem da Vale fez na vida das pessoas e agora rompe um dique?. Nós estamos no estado em que as mineradoras mandam”, afirmou a parlamentar. 

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