ESTRAGOS

Temporais atingem cidades históricas mineiras e causam transtornos

Chuva forte em Mariana e Congonhas deixa população em situação de risco

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Uma tempestade de forte intensidade atingiu Mariana, na Região Central de Minas Gerais, na tarde deste sábado (24/1), causando transtornos em diversos pontos da cidade. Em apenas uma hora de chuva, ruas foram transformadas em rios, veículos foram arrastados pela força da enxurrada, e moradores precisaram ser resgatados por equipes de emergência.

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Por volta das 16h20, o Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer cinco pessoas que ficaram ilhadas dentro de um imóvel, sem conseguir sair devido ao nível da água. O resgate foi realizado com sucesso, e, até o momento, não há registro de feridos ou vítimas fatais.

De acordo com relatos de moradores, o temporal teve início por volta das 15h, e os bairros mais impactados foram Centro, Barro Preto, Catete e Colina.

Imagens registradas por populares mostram o impacto da água no Centro Histórico. Em um dos vídeos, um carro aparece parcialmente submerso enquanto a enxurrada desce com violência pelas vias íngremes da cidade.

Um som de alerta contínuo foi ouvido durante o temporal, mas ainda não há confirmação se o ruído partiu de sistemas de Defesa Civil ou se eram alarmes de veículos disparados pela inundação.

Mariana já estava sob aviso de perigo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Minas Gerais vive um período crítico. Relatório divulgado nessa sexta-feira (23/1) apontou que, das dez cidades com maiores volumes acumulados de chuva no Brasil nas últimas 24 horas, oito estão em território mineiro. A previsão de chuvas intensas se mantém para todo o final de semana na região de Mariana.

Registros compartilhados em redes sociais mostram a força das águas em pontos críticos do município, evidenciando o cenário de alerta para moradores e autoridades locais. Em menos de 30 minutos, foram 27 milímetros de chuva. A preocupação também reside no risco de deslizamentos em áreas de encosta e na invasão de água em residências situadas em níveis mais baixos.

A prefeitura foi ao Instagram se posicionar sobre a situação. Equipes da administração municipal estiveram na Travessa Monsenhor Rafael Coelho, no Barro Preto, em uma ação de resposta aos impactos da chuva, para retirar as famílias de suas casas e realizar a limpeza dos imóveis.

"Pedimos a todos que permaneçam atentos, mantenham a calma e, principalmente quem mora em áreas de risco, que saiam de casa, levantem os móveis, e em qualquer situação acionem a Defesa Civil. A prefeitura se compromete em continuar trabalhando para minimizar os impactos da chuva e proteger a nossa população. Atenção principalmente dos moradores dos distritos de Mainart, Bandeirantes e Monsenhor Horta", diz a porta-voz da Prefeitura no vídeo.

Em Congonhas, a situação também é complicada. A prefeitura mobilizou equipes técnicas na tarde deste sábado para monitorar pontos estratégicos do município após a chuva que atingiu a região. O objetivo da força-tarefa é garantir a segurança dos moradores e intervir preventivamente em áreas mapeadas como vulneráveis.

Mesmo com a chuva, as ocorrências registradas até o momento em Congonhas são consideradas de pequeno porte
Mesmo com a chuva, as ocorrências registradas até o momento em Congonhas são consideradas de pequeno porte Reprodução/Redes Sociais

De acordo com o balanço parcial divulgado pela administração municipal, as ocorrências registradas até o momento são consideradas de pequeno porte. No centro da cidade, na Rua Hematita, houve queda de material rochoso em um barranco. A via já passou por limpeza e o fluxo foi restabelecido.

Outro ponto de atenção foi na Vila São Vicente, onde o colapso parcial de um muro residencial próximo ao Rio Maranhão exigiu a presença de técnicos para uma avaliação estrutural e orientação aos moradores.

Mesmo com o volume expressivo de água em curto período, os principais cursos d’água que cortam a cidade, incluindo o Rio Maranhão, permanecem sem risco imediato de transbordamento. A Defesa Civil destacou que o trecho entre os bairros Praia e Cristo Rei — historicamente sensível a acúmulos de água — apresenta tráfego normalizado e sem novos pontos de alagamento.

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O Executivo municipal reforça que o monitoramento continuará de forma ininterrupta nas próximas horas, dada a previsão de continuidade das chuvas no estado. A recomendação é que a população fique atenta a sinais de instabilidade no terreno, como rachaduras em paredes ou inclinação de postes e árvores.

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