Comerciantes de Mercado Distrital denunciam infiltração em tempo chuvoso
Chuvas que atingem BH há dias provocaram prejuízos aos lojistas do centro comercial no Cruzeiro, que recorreram ao uso de baldes para conter a água
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Comerciantes do Mercado Distrital do Cruzeiro, no bairro de mesmo nome na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, estão passando por transtornos e prejuízos nas lojas devido à infiltração de água da chuva no local. O Estado de Minas esteve no estabelecimento nesta sexta-feira (23/1) e flagrou goteiras, grande quantidade de água no chão e baldes espalhados por todos os corredores.
Lorrayne de Paula, de 26 anos, trabalha há cinco anos em um restaurante próximo á entrada do mercado e contou os danos que seu negócio já sofreu. "É vergonhoso atender os clientes dessa forma. Semana passada teve um que, de onde eu o tirava, a goteira parecia persegui-lo. É desagradável. Você vem para almoçar com sua família e chove mais dentro do mercado do que do lado de fora", desabafou.
A comerciante também relatou que um dos freezers do restaurante queimou devido ao acúmulo de água no condensador. "Tivemos um prejuízo de mercadoria em torno dos R$ 3 mil, especialmente em frutos do mar como, camarão, mexilhão, anel de lula", lamentou.
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Lorrayne ainda destacou que a infiltração está afastando os clientes do local. "As pessoas chegam na porta, olham o estado que está e vão embora por não quererem sentar", acrescentou. Ela também relembrou que o teto do restaurante já cedeu em anos anteriores. Agora, o vazamento também ameaça os aparelhos eletrônicos como o computador do restaurante.
Isabela Cristina Morais também comentou a situação. "Já tem tempo que estão reformando o telhado e lugares onde não tinha vazamento, hoje já tem. Isso impede os clientes de chegarem, muitos estão deixando de vir no mercado. Além de atrapalhar a gente a expor a mercadoria do lado de fora. É muita desorganização, causa sujeira, fica um caos", disse a comerciante.
Segundo ela, o cenário é ainda mais revoltante considerando o aluguel. "O mínimo que esperamos é ter 100% de condição para poder trabalhar. Já tive muito prejuízo na loja", mencionou. Em visita no estabelecimento, o Estado de Minas constatou corredores molhados, goteiras e baldes pelo ambiente e pessoas desviando das "poças" de água.
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Outra comerciante, que trabalha há dois anos e meio no mercado, mas preferiu não se identificar, ressaltou os perigos para as pessoas que frequentam o lugar. "É um público 40+. Tenho clientes de 80, 90 anos. O chão já é escorregadio, com a chuva fica ainda mais. Os dois corredores da minha loja não tem lugar para passar que esteja seco", contou.
Ainda conforme ela, as goteiras já atingiram garrafas de cachaça em sua loja e danificaram as embalagens. "A porta também é eletrônica, às vezes não abre e não fecha. Mesmo sem estar chovendo, o transtorno permanece", alegou.
Os comerciantes contaram à reportagem, que o mercado já foi de responsabilidade municipal, e agora é administrado por concessão privada. O EM entrou em contato com a gestão do local, que informou, em nota, que os efeitos foram restritos a ocorrências localizadas de goteiras, sem registro de situações graves ou que comprometessem o funcionamento do Mercado e a segurança de lojistas, trabalhadores ou do público.
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Leia na íntegra:
"O Mercado funciona em uma edificação tradicional, com características construtivas próprias de sua época, sujeita a maior sensibilidade diante de períodos prolongados de precipitação intensa, como os recentemente enfrentados pela capital. Trata-se de uma condição histórica desse tipo de equipamento urbano, que se manifesta de forma mais perceptível em contextos de eventos climáticos severos. Ainda assim, o espaço segue operando normalmente, com acompanhamento técnico permanente e atenção contínua às condições estruturais, especialmente em momentos de instabilidade climática".