Férias em BH: museu une ciência, natureza e diversão em família
Com oficinas, trilhas, planetário e fósseis gigantes, o Férias no Museu acontece até 31 de janeiro e transforma o museu em opção cultural para toda a família
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Entre fósseis gigantes, estrelas, trilhas na mata e oficinas científicas, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, na capital mineira abre as portas para mais uma edição especial de "Férias no Museu". Com atividades educativas e interativas para toda a família, o objetivo é transformar o período de férias escolares em uma experiência de descoberta e muita diversão.
Durante quase duas semanas, o público é convidado para uma imersão no universo científico por meio de experiências pensadas para diferentes faixas etárias. Oficinas criativas, exposições, sessões no planetário e atividades ao ar livre fazem parte da programação, que busca transformar o museu em um espaço de descoberta, convivência e aprendizado coletivo.
De acordo com a bióloga Gabriela de Castro Nogueira Soares Franco, coordenadora do setor Educativo do museu, a iniciativa nasce da necessidade de aproximar o público do acervo e das coleções científicas de forma acessível. “A proposta é criar um ambiente de diversão e encontro para as famílias, promovendo atividades lúdicas e científicas que dialogam com o que está exposto no museu”, explica.
O equilíbrio entre educação, ludicidade e criatividade é um dos pilares do evento. As atividades são pensadas para estimular a curiosidade e a participação ativa do público, especialmente das crianças. “Conteúdo interessante, linguagem adequada para cada idade e experiências práticas tornam o aprendizado mais leve e envolvente”, destaca Gabriela.
Entre os atrativos que mais chamam a atenção dos visitantes está a réplica do esqueleto de um mastodonte, um dos maiores representantes da megafauna brasileira. O animal, da espécie Notiomastodon platensis, viveu durante o Pleistoceno, período conhecido como Era do Gelo. Recriada pela equipe técnica do museu, a peça é inédita na América Latina e desperta o fascínio de crianças e adultos ao revelar um pouco da história natural do país.
A diversão continua no Planetário do museu. As sessões, com cerca de 40 minutos de duração, acontecem diariamente e apresentam uma programação diversificada. Filmes como “Da Terra ao Universo” conduzem o público por uma viagem cósmica que parte dos primórdios da astronomia até os dias de hoje, com os grandes avanços tecnológicos. Já “A Questão da Vida” provoca reflexões sobre o surgimento da vida na Terra e a possibilidade de existência em outros planetas.
O filme “O Fantasma do Universo” explora os mistérios da matéria escura, enquanto “Fronteiras do Céu” convida o público a refletir sobre os limites do conhecimento humano. Já em “Sol: nossa estrela viva” e “Exoplanetas” a película amplia a compreensão sobre o sistema solar e os mundos além dele. Para as crianças, uma sessão especial apresenta conceitos básicos de astronomia de forma didática e divertida.
Segundo o astrônomo Matheus Palhares, coordenador do Planetário do museu, o objetivo é aproximar o público da ciência de maneira acessível. “Além dos filmes, mostramos como observar o céu noturno de Belo Horizonte, identificando constelações e objetos visíveis a olho nu ou por telescópios, sempre com a participação do público”, afirma.
O contato com a natureza também faz parte da programação. Crianças de 7 a 12 anos podem participar da trilha na matinha, realizada às quartas e sextas-feiras, em diferentes horários ao longo do dia. A atividade estimula a observação do ambiente natural e reforça a importância da preservação, combinando aventura e educação ambiental. Para participar, é recomendado o uso de calça, sapato fechado e repelente.
Para quem visita o museu, a experiência vai além do entretenimento. A bibliotecária Maria Flávia Ribeiro, de 41 anos, levou a filha Maria Clarice, de 2 anos e 9 meses, para conhecer o espaço. “Ela adora dinossauros, então ficamos encantadas com a exposição. Na entrada já vimos que tem muitas opções de oficinas para várias idades. Ela só vai poder participar das livres por causa da idade, mas com certeza vamos voltar em uma próxima oportunidade”, relata.
A empresária Ludmila Dias Carvalho, de 45 anos, já incluiu o museu na tradição de férias do filho Lucca, de 7 anos. “Sempre trago ele aqui. É um passeio cultural que agrega muito conhecimento. E como tá um período de chuva, não tem muito o que fazer na cidade, os passeios são mais limitados e acaba que o museu é uma opção excelente, porque além da criança se divertir, ela aprende muito”, afirma. Lucca não esconde a empolgação: “Gosto de vir ao museu porque eu amo dinossauro e meu favorito está aqui, o carnotauro”.
A professora Maíra Almeida, de 42 anos, também destaca o papel educativo do espaço. “Sempre trago meus três filhos nas férias. É um momento de diversão, mas também de aprendizado. As oficinas são muito legais e a infraestrutura contribui para uma experiência muito significativa para as crianças”, avalia. Para a filha Giovanna, de 6 anos, a visita se traduz em descoberta: "Estou aprendendo muito aqui com a minha mãe e com meus amigos. Está sendo tão legal para mim."
Os ingressos custam a partir de R$ 10 e estão disponíveis no site do museu. Gabriela deixa um convite e reforça que aprender brincando pode ser uma das melhores formas de aproveitar as férias. "Venham conhecer, participar e se encantar com tudo o que o museu tem a oferecer. Queremos que o público saia daqui inspirado, com vontade de aprender mais e motivados a voltar”, finaliza.
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Serviço
- Férias no Museu de Ciências Naturais PUC Minas
- Data e horário: Até 31 de janeiro, de terça a sábado, das 9h às 17h
- Ingressos: A partir de R$ 10 até R$ 40,00
- Onde comprar? museu.pucminas.br
*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima