Férias em BH: Museu dos Brinquedos tem programação especial em janeiro
Durante todo o mês, o espaço vira um grande ateliê interativo com muita diversão, arte e brincadeiras para as crianças e toda a família
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Entre pincéis, tintas, argilas, mesa de invenções, histórias criadas no improviso e brinquedos de diferentes épocas, as férias de janeiro ganharam um toque de arte e diversão no Museu dos Brinquedos, em Belo Horizonte. Durante todo o mês o museu abre as portas para o projeto Brincar de Arte, que transforma o espaço em um grande ateliê interativo para as crianças e toda a família viver experiências que misturam brincadeiras e diversas modalidades artísticas.
Pensada especialmente para o período em que as crianças estão fora da rotina escolar, a programação propõe um circuito com sete estações que estimula a imaginação, a convivência e a criação coletiva, onde o brincar é linguagem, expressão cultural e experiência estética. "Janeiro é um mês em que as crianças precisam de espaço para experimentar com liberdade, e o Museu dos Brinquedos oferece esse território seguro, afetivo e inspirador, onde arte e brincadeira caminham juntas", destaca a diretora executiva do Museu dos Brinquedos, Tatiana de Azevedo Camargo.
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Cada estação foi pensada para dialogar com diferentes dimensões do brincar, respeitando o ritmo das crianças e a diversidade de interesses. Na Estação de Pintura Gigante, grandes painéis de papel kraft se transformam em murais coletivos, onde pincéis, rolinhos e tintas atóxicas — que não causam intoxicação ou contaminação — estimulam gestos livres e criações espontâneas. Já na Estação de Argila, o contato com o material natural desperta a percepção tátil, a concentração e a imaginação tridimensional, sempre com o acompanhamento de educadores.
A sustentabilidade aparece como eixo central na Estação dos Brinquedos de Reciclados, onde tampinhas, rolos, caixas e tecidos ganham novas formas nas mãos das crianças. “A ideia é mostrar que brincar também é inventar com o que se tem à mão”, destaca Tatiana. Em um contêiner no cantinho do quintal do museu, a Estação Faz de Conta figurinos, tecidos, chapéus, adereços e pintura facial simples que ampliam o universo simbólico das crianças e dão origem a personagens, histórias e aventuras compartilhadas.
Do lado de fora, ao lado do contêiner o Quintal de Brincadeiras reúne jogos tradicionais como amarelinha, peteca, bambolê, corda e perna de pau, convidando todos a redescobrir brincadeiras que atravessam gerações. "As crianças experimentam o corpo em movimento, aprendem regras simples, criam variações das brincadeiras e interagem com outras famílias em um ambiente leve e acolhedor", destaca Tatiana.
Em um mini palco montado em uma das salas do museu, a Estação de Teatrinho de Fantoches convida crianças e as famílias a criarem pequenas cenas com fantoches de mão, estimulando a narrativa, expressão verbal e criação coletiva, promovendo cooperação, escuta e valorização do protagonismo infantil.
Para completar o percurso, a Exposição de Brinquedos apresenta brinquedos de diferentes épocas, materiais e culturas, permitindo que crianças e adultos descubram como o brincar se transforma e permanece vivo ao longo do tempo e, em horários específicos, ganha a presença da marionete Vovó Luiza, que dá boas-vindas ao público e compartilha curiosidades sobre o patrimônio do brincar.
Tatiana reforça que todas as atividades acontecem em fluxo contínuo, respeitando o ritmo e as escolhas das crianças. “Cada um escolhe como e quando participar, não há tempo máximo rígido por estação, mas os educadores orientam o fluxo quando necessário, convidando as crianças a explorarem outros espaços. Isso garante uma experiência mais tranquila, sem superlotação e com atenção individual", explica.
A acessibilidade também é um dos pilares da programação. As estações contam com mesas em alturas acessíveis, materiais táteis e propostas que não exigem força física ou desempenho específico. "O museu possui rampas, portas alargadas e banheiros adaptados, além de uma equipe preparada para acolher crianças com deficiência, mobilidade reduzida ou neurodivergentes, respeitando necessidades sensoriais e individuais", destaca.
A programação começou nesta quarta-feira (7/11) e vai até o último dia do mês. E para as famílias que foram no primeiro dia, a experiência tem sido marcada pelo encantamento e pelo resgate da memória afetiva. A pediatra Larissa Freire, mãe da Lara de 4 anos e da Alice de 1 ano e 10 meses, conta que a visita superou as expectativas.
"Eu já tinha vontade de trazer elas aqui para conhecer os brinquedos antigos, inclusive muitos brinquedos da minha época, minha mãe e dos meus avós, e já achava que seria uma experiência muito legal, mas superou as minhas expectativas. Além de observar brinquedos antigos, participamos de oficinas como o teatro de marionetes. A minha filha mais velha se encantou com o teatrinho de marionetes e com a oficina de construção de brinquedos”, relata.
A designer de interiores Gláucia Xavier Ferreira, mãe da pequena Liz de 3 anos, destaca o contato com diferentes formas de brincar. “Ela gostou muito do teatro de fantoche, algo que ela nunca tinha visto e da coleção de Barbie de várias épocas. É um ambiente muito legal que faz a gente reviver a infância e apresentar isso para a nova geração. Achei muito interessante”, diz.
Já o músico Miguel de Novais Scarpa Soares, pai da bebê Beatriz de um ano e nove meses, ressalta a importância do espaço para a socialização. “É a primeira vez que estamos aqui no museu e ela está adorando explorar o pátio, descobrindo novos brinquedos, novas atividades e interagindo com outras crianças também. Pena que é só uma manhã, mas com certeza vamos voltar."
Com o desejo de levar a filha Sofia, de 9 anos para conhecer o museu, mas sem tempo com a correria do dia a dia, a médica Lorena Galev Pinheiro Rezende aproveitou o primeiro do projeto para fortalecer vínculos familiares. "Temos sempre a ideia de passar um tempo juntas e nos divertindo sempre, então quando vimos essa programação foi perfeito! O museu é um local para vir sempre e deixar as nossas crianças brincarem juntas. Trazer a criança que vive em mim para brincar com a minha filha nos aproxima cada vez mais", destaca.
Com meia-entrada no valor de R$ 20,00 para todos durante as férias de janeiro e aceitação do Vale-Cultura, Tatiana reforça que brincar é um direito da criança e uma forma legítima de expressão cultural, tão importante quanto qualquer outro aprendizado e deixa um convite para todos. "Nas férias e na vida as crianças precisam de tempo e espaço para brincar com liberdade, experimentar, errar, imaginar e conviver. O museu está de portas abertas, vêm passar um dia especial com a gente", finaliza.
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Serviço
- Evento: Brincar de Arte
- Data: 7 a 31 de janeiro de 2026 (terça a sábado)
- Horários: 9h30 às 12h30 ou 14h às 17h
- Local: Museu dos Brinquedos | Av. Afonso Pena, 2564, Funcionários – BH
- Faixa etária: livre, com foco em crianças de 4 a 10 anos
- Ingressos: R$ 20 (meia-entrada para todos)
- Venda na bilheteria, sujeita à lotação
*Estagiária sob a supervisão do subeditor Humberto Santos