Baccheretti sobre dengue: ‘Olhar de preparação é sempre para ano difícil’
O secretário de Saúde não acredita em um ano com uma onda forte de casos de dengue no estado, embora alerte para a circulação de três sorotipos da doença
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O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, disse que a preparação para o enfrentamento das arboviroses no estado é sempre pensando em um ano difícil, como em 2024, quando Minas enfrentou uma epidemia de dengue jamais vista até então.
“Tivemos o pior ano da nossa história em 2024”, lembrou. Porém, segundo ele, baseado no cenário de 2025, não deve haver uma onda forte de casos este ano.
“Os drones estão funcionando, o preparo dos municípios também. Mas sempre vamos olhar como um ano difícil. Temos três sorotipos de dengue circulando neste ano: 1, 2 e 3. Sabemos que quando têm muitos sorotipos circulando, a chance de uma pessoa que nunca teve aquele sorotipo pegar é grande. E o pior, se no intervalo de menos de dois anos, pegar um sorotipo diferente do que ela teve, a chance de dengue grave aumenta. Por isso, nosso olhar de preparação sempre será de enfrentar um ano difícil”, afirmou.
Baccheretti também detalhou as ações de prevenção, enfrentamento e controle da dengue e das outras arboviroses no estado. O secretário ressaltou a queda expressiva nos casos em 2025. Em Minas, foram registrados 118.858 casos prováveis para a doença, uma redução de 92% em relação a 2024. No mesmo período, foram contabilizados 17.803 casos confirmados de chikungunya e 26 de zika.
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Para enfrentar as arboviroses nesta temporada, o governo estadual destinou cerca de R$210 milhões. Desse total, R$23,6 milhões foram aplicados em ações emergenciais e R$35,1 milhões, repassados a consórcios intermunicipais para o controle do mosquito Aedes aegypti. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), outros R$47,3 milhões estão previstos para o fortalecimento das equipes de vigilância, na descentralização do fumacê, na aplicação da oferta de exames e na incorporação de tecnologias como o uso de drones para monitoramento de áreas de difícil acesso e ovitrampas - armadilhas usadas para capturar e monitorar os mosquitos.
Vacinação
Baccheretti lembra que uma pequena parcela da população foi vacinada contra a doença, pela quantidade de vacinas disponíveis, mas a tendência é que este quadro mude para o próximo ano. “Estamos otimistas para este ano, especialmente para até o final do ano termos 20 milhões de doses, disponíveis, da vacina do Butantan, que é de dose única. Ano que vem, certamente, estaremos falando de outro cenário, com boa parte da população vacinada.”
O secretário ressalta ainda que o imunizante do Butantan tem eficácia de 100% para casos de internação. “Ouso dizer que este vai ser o último ano com boa parte da população não vacinada. Ano que vem chegaremos melhores em relação a isso. Mas, não podemos sossegar para que este ano tenhamos poucos casos de dengue.”
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Nova Lima, na Grande BH, será uma das três primeiras cidades brasileiras a receber a Butantan-DV, primeira vacina contra dengue em dose única no mundo e totalmente nacional. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização terá início no município em 17 de janeiro.