Vazamento em rede da Copasa causa rachaduras em casa e assusta moradores
Família está à espera tanto de uma vistoria no imóvel quanto da contenção do vazamento
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Moradores de uma casa no Bairro Mantiqueira, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, tomaram um enorme susto nesta terça-feira (6/1), quando perceberam que várias rachaduras surgiram subitamente nas paredes do imóvel. O problema, de acordo com eles, é um vazamento de água na rede da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, no terreno vizinho, que acabou minando a terra sob a estrutura.
Uma das moradoras do imóvel, a cuidadora de idosos Maria Sueli Ribeiro de Sousa, de 45 anos, conta que as rachaduras começaram a surgir na noite desta segunda-feira (5/1), em um cômodo que havia acabado de receber uma camada de massa corrida: então, ela e o marido imaginaram se tratar de um problema superficial, apenas no revestimento.
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Porém, no dia seguinte, o cônjuge de Maria Sueli a avisou que essas trincas haviam ficado bem maiores e ainda foram localizadas várias outras fissuras em várias paredes do imóvel. No momento, ela estava fora e teve que voltar correndo. "Quando cheguei, fui logo à casa do vizinho e me deparei com a pressão da água em um buraco enorme, no solo, embaixo da casa", relata.
"Quando eu entrei em casa, fiquei em pânico, porque desde o piso até a laje, tudo está rachado", diz a moradora. "Começamos a tirar tudo dos cômodos, e a minha irmã começou a ligar para a Defesa Civil, para os Bombeiros, para a polícia e para a Copasa", complementa.
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De acordo com a moradora, até o momento, nenhuma das corporações acionadas compareceu ao local. "É muito triste ver que a gente está desamparado. O poder público não vem ajudar. No entanto, quando eu cheguei em casa, havia duas contas da Copasa aqui, uma da minha casa e outra da casa da minha mãe: para cobrar, eles aparecem em dias, mas quando a gente precisa, não aparecem", lamenta.
Medo e prejuízo
Maria Sueli teme que o imóvel desabe. Isso porque, além dos danos causados pelo vazamento, que ainda não foi contido, ainda há tráfego de veículos na via. "Meus dois filhos foram para casa da minha irmã, que teve que deslocar o meu sobrinho do quarto dele. Eu vou ter que ir para casa da minha mãe, também, movimentar toda a casa dela para poder ficar lá.
Além disso, ainda há os prejuízos materiais causados pelo problema. "Não vou poder trabalhar, porque como é que eu saio para trabalhar e a casa fica nessa situação, correndo o risco de cair?", questiona a cuidadora de idosos. Para completar, ela e o marido ainda estavam reformando os quartos dos filhos, de 13 e de 17 anos, que foram atingidos por várias das rachaduras.
"Meu marido já tinha feito cama de alvenaria, fez um guarda-roupa de alvenaria, também, emassou o quarto todo; agora, não sei o que vai acontecer", desabafa. "Tivemos que trabalhar, sair de madrugada e voltar para casa à noite para conseguir ter alguma coisa; e, quando consegue dar um jeitinho na casa, que a gente estava começando a arrumar, acontece uma situação dessas", conclui.
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A reportagem entrou em contato com a Copasa e com a Defesa Civil de Belo Horizonte e aguarda retorno.