Adolescente de 17 anos morre em confronto com a PM na Pedreira Prado Lopes
Suspeito foi socorrido com vida e levado ao hospital, mas não resistiu; ele tinha histórico de registros por tráfico de drogas, lesão corporal, ameaça e dano
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Um adolescente de 17 anos morreu na tarde deste sábado (3/1) atingido por um disparo feito por um policial durante abordagem em um beco da Pedreira Prado Lopes, na região Noroeste de Belo Horizonte. O jovem foi levado ainda com vida para o Hospital Odilon Behrens, a menos de 500 metros do local do confronto, mas morreu na unidade hospitar. Conforme relato dos militares, o adolescente sacou uma pistola do bolso ao ser abordado e não obedeceu à ordem de largar a arma.
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Segundo o registro da ocorrência, o incidente aconteceu no fim da manhã, quando os militares realizaram uma operação no aglomerado devido ao grande número de ocorrências praticadas por facções criminosas na região, especialmente de tráfico de drogas e porte ilegal de armas de fogo.
Os policiais se deslocaram para o chamado “beco do fi”, onde observaram uma intensa movimentação de pessoas que chegavam ao local com dinheiro trocado e saíam segurando objetos similares a entorpecentes.
Em determinado momento, a equipe foi realizar a abordagem de indivíduos na rua, que fugiram assim que perceberam a presença policial. Na correria, em uma bifurcação, os militares alcançaram o adolescente de 17 anos.
Nesse instante, o jovem teria feito um movimento rápido em direção à cintura, ao que os policiais gritaram: “Larga a arma, larga a arma”. Na sequência, conforme o relato, o adolescente sacou uma pistola preta e apontou para os policiais, ao passo que um dos militares atirou em sua direção para se defender.
A pistola caiu no chão logo que o suspeito foi atingido. Junto dele foi apreendida a arma - pistola de calibre .9mm -, um carregador contendo 10 munições e uma sacola esverdeada com 12 pinos de cocaína, 21 buchas de maconha, 1 porção de crack e R$ 80 em dinheiro.
Segundo os policiais, até aquela altura o suspeito apresentava sinais vitais, sendo levado na viatura para o Hospital Odilon Behrens, próximo dali. Algum tempo depois, o médico que o atendeu informou que o estado clínico evoluiu e, então, o adolescente veio a óbito. A Corregedoria da Polícia Militar foi acionada, assim como a perícia da Polícia Civil (PCMG).
Antecedentes
Ainda segundo o boletim de ocorrência, os militares encontraram uma série de passagens pela polícia do adolescente durante consulta aos sistemas de registros. A primeira delas foi em 2022, por dano, quando foi denunciado pela mãe. Segundo ela, o filho quebrou o vidro de uma porta de casa ao tentar forçar uma saída ao ser encontrado usando drogas dentro de casa.
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Na ficha do suspeito ainda havia um registro de uso e consumo de drogas, em 2022; quatro registros de tráfico de drogas, em 2022 e em 2023; um registro de lesão corporal, quando era interno do sistema socioeducativo; e um registro de lesão corporal e outro de ameaça, ambos em 2025.