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RACISMO

Jovem de 16 anos responderá por ato infracional análogo ao crime de racismo

Adolescente direcionou gestos de macaco à torcida do clube argentino San Lorenzo, em partida da Copa Libertadores. Caso aconteceu em agosto deste ano

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nessa terça-feira (24/9) as investigações de um ato infracional análogo ao crime de racismo praticado por um adolescente de 16 anos, no dia 20 de agosto deste ano, no jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores entre o Atlético e o time argentino San Lorenzo, na Arena MRV. O caso foi remetido ao Tribunal de Justiça e fica a cargo da Vara Cível da Infância e da Juventude.

 

Segundo apuração da PCMG, o jovem foi filmado durante a partida, acompanhado do responsável legal, imitando um macaco, direcionado à torcida do San Lorenzo. O clube mineiro divulgou a identificação do adolescente e proibiu o pai dele de frequentar as partidas do Galo no estádio por 180 dias, uma vez que a pena não se aplica a menores de idade. E os dois foram excluídos do quadro de torcedores do Galo Na Veia.

 

A polícia deslocou uma equipe até a residência do responsável, onde foi feita a conferência da veracidade dos fatos. Segundo a PCMG, o jovem confessou a ação e afirmou ter se arrependido. Ele ainda justificou que sua atitude foi motivada pela própria torcida do San Lorenzo, uma vez que, na partida anterior, na Argentina, também teria efetuado gestos racistas.

 

No entanto, a delegada Carolina Máximo, responsável pelo caso, explicou que os argumentos não são suficientes para descaracterizar a prática do ato infracional por racismo praticado em contexto esportivo.

 

 

A apuração da Polícia Civil envolveu um estudo da vida do jovem, seu comportamento social e convívio na escola e família. "Não identificamos nenhum outro ato infracional e nenhuma ocorrência de racismo", afirmou a delegada. Ela ainda pontuou que o caso não qualifica injúria racial, pois os gestos de macaco não foram direcionados a um torcedor ou grupo específico, e sim a toda coletividade presente. 

 

 

Após a conclusão das investigações, o caso foi entregue à Justiça da Infância e da Juventude, a cargo de aplicar uma medida socioeducativa, que pode variar de advertência até internação

 

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