Muita gente prefere não se fantasiar, mas o glamour e a alegria dessa época do ano não devem deixar de reinar. Os acessórios e adereços de carnaval são aliados tanto de pessoas com perfil mais básico quanto dos foliões animados que usam fantasias.

Juliana Brandão usa Algas Marinhas de Dizoca

Josef House/divulgação


Miçangas

Adereços da Dramaticat

Lucas Palito/divulgação

Neste ano, muito se fala em roupas e acessórios artesanais. Tainá De Caires, da Dramaticat, investiu em ombreiras e headpiece (outra tendência forte) feitas em miçangas.

Quem quiser algo mais diferente pode usar peça de cabeça.Tem uma em forma de cogumelo feita por Tainá. Óculos e top com a mesma estética também estão no catálogo da artesã. Flores em crochê trazem o toque feminino e extravagante para a produção.

Destaque para as ombreiras

Ombreiras da marca Daniel Charles Handmade

Ju Foini/Divulgação

As ombreiras se destacam pela praticidade, por se encaixarem em qualquer look, serem unissex e para qualquer tamanho. Carlos Daniel de Souza trabalha há mais de 40 anos com vestuário e artesanato e tem uma paixão pelo carnaval. As ombreiras de sua marca, Daniel Charles Handmade, são um sucesso à parte. Atendem diversos estilos, desde punks até de paetês ou pompons.

Chapéus e viseiras são destaques entre os produtos de Carlos. Ele revestiu um chapéu de cowboy com paetês coloridos, um dos maiores destaques da marca.


Cabeças maximalistas

Adereços de cabeça maximalistas da Divinas Tetas

Ju Foini/Divulgação

Um acessório para a cabeça pode elevar qualquer look. A Divinas Tetas fazem isso muito bem, com peças repletas de flores, ou com formas diferentes como bocas ou olhos revestidos de paetês.

Julia Oliver, artesã por trás da marca, explica que “tem que pensar fora da caixa. Nosso diferencial é pensar em coisas que vão além das referências, misturar materiais, fazer moda sem caretice”.

Adriane Toledo, conhecida como Dizoca, há anos faz cabeças mais luxuosas. Ainda em processo de fabricação das peças para este ano, já está com cisne negro, água-viva e algas marinhas.

Lojas colaborativas

Chapeu Nanda quer ser chic, ombreira de macreme Atelier Beija Flor, brincos de croche Tina Feito a mão

Carol Rezende/fotometrar

As lojas colaborativas, que reúnem itens de diversas marcas em um só lugar, são ideais para quem busca adereços de diferentes estilos. Com unidades na Savassi e no Centro, a Endossa é um exemplo. Lá, o folião encontra produtos das marcas Dramaticat, Daniel Charles Handmade e Divinas Tetas.
Bárbara Magalhães, fundadora da loja, conta que o processo de curadoria valoriza produtores locais e o artesanal. As tendências mais fortes deste ano na Endossa são ligadas ao conforto, como leveza e proteção contra o sol forte.


Paula Silva, da loja colaborativa Estação do Carnaval, localizada no Centro de BH, busca pelo conforto aliado à beleza. “Percebemos as tendências dos chapéus há alguns anos, e vem tomando novas roupagens, com flores, strass, etc. Tem a variação como o bucket, o panamá e o cowboy, além de bonés e viseiras. O leque exerce dupla função: acessório e alívio para o calor”, destaca.

Diversidade

É muito importante atender públicos diversos. “Cuidamos para sempre ter produtos para todas as orientações sexuais, estilos, idades, tipos de corpo e preço bom”, diz Bárbara.
Paula também defende a diversidade. “Mesclamos marcas já consolidadas com iniciantes que precisam do pontapé inicial”.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

*estagiária sob supervisão da editora Isabela Teixeira da Costa

compartilhe