A Praia do Forte, em Florianópolis, combina a paisagem da Baía Norte com a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, cuja construção começou em 1740. O monumento recebeu tombamento federal em 1938. A visita une história colonial e litoral, mas condições, regras e horários de acesso precisam ser conferidos.
Onde fica a Praia do Forte em Florianópolis?
A praia está no norte da Ilha de Santa Catarina, perto de Jurerê, e acompanha uma área abrigada da Baía Norte. O morro vizinho abriga a fortaleza que deu nome ao lugar. A distância até o centro depende da rota, do trânsito e do ponto de partida escolhido.
O contato entre paisagem costeira e patrimônio histórico diferencia o passeio. É possível observar o mar e depois subir até a construção. Como em qualquer praia, vento, correnteza e maré podem mudar as condições de banho, mesmo quando a água parece tranquila.

A fortaleza começou a ser construída no século XVIII
A Fortaleza de São José da Ponta Grossa integra um sistema de defesa ligado à ocupação portuguesa. As obras tiveram início em 1740, por iniciativa de José da Silva Paes. Muralhas e edifícios foram adaptados ao relevo alto da ponta.
O conjunto foi planejado para proteger a entrada da baía ao lado de outras fortificações. A Universidade Federal de Santa Catarina explica sua posição estratégica e registra a construção, em 1765, da Bateria de São Caetano como reforço do sistema defensivo.
Por que o tombamento de 1938 é importante?
O reconhecimento veio quando a fortaleza já havia passado por abandono e danos. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional confirma o tombamento em 1938 e a entrega das obras de restauração em novembro de 2022, com investimentos próximos de R$ 7 milhões.
- 1740: início da construção da fortaleza portuguesa.
- 1938: proteção federal do monumento histórico.
- 2022: entrega da restauração realizada no conjunto.
Essas datas falam de momentos diferentes: obra colonial, preservação oficial e recuperação recente. O tombamento protege a edificação histórica, não significa que toda a praia tenha sido tombada naquele ano. Conhecer essa diferença evita confundir a história do monumento com a história de toda a região.

Um passeio pode reunir praia e visita cultural
A visita à fortaleza permite observar muralhas, estruturas restauradas e vistas da baía. É uma atividade diferente de passar o dia na areia. Para caminhar com mais segurança, use calçado firme e confira as condições de acesso, principalmente em dias de chuva.
O local é administrado pela UFSC e pode ter regras de ingresso e horários atualizados. Confirme essas informações nos canais oficiais antes de sair. Também vale reservar tempo para ler as informações históricas no espaço, em vez de tratar o conjunto somente como mirante.
Quem deseja conhecer as praias de Florianópolis, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Carimbo de Viagem, que conta com mais de 1 mil visualizações, onde os apresentadores mostram as belezas da Praia da Daniela e uma trilha até a Praia do Forte, com paisagens e dicas para explorar o norte da ilha em Santa Catarina:
Como planejar a visita sem confundir os acessos?
A Praia do Forte tem acesso terrestre, assim como a fortaleza situada no alto. Outras construções do sistema defensivo da Baía Norte ficam em ilhas e podem exigir embarcação. Por isso, não confunda os trajetos ao contratar passeio ou consultar horários de visitação.
O interesse do lugar está na proximidade entre mar e memória colonial. Uma visita bem planejada pode incluir descanso à beira da água e contato com a história da ilha. Para isso, basta conferir acessos, previsão do tempo e orientações oficiais antes de ir.
A preservação do lugar depende de visitas responsáveis
Uma construção com quase três séculos exige cuidados de conservação. Caminhar pelas áreas permitidas, seguir a sinalização e não retirar pedras ou objetos protege vestígios importantes. A experiência ganha sentido quando o visitante percebe a diferença entre partes originais e restauradas da fortaleza.
Na praia, os mesmos cuidados incluem recolher resíduos e respeitar o espaço coletivo. A proximidade com o patrimônio não transforma cada ponto em área liberada para circulação. A união de paisagem e história continua sendo o maior atrativo, especialmente quando há informação e respeito ao local.
Sua história pode virar reportagem
Conte por texto ou áudio — nomes e endereços viram fictícios antes de qualquer publicação.




