Perto de Luxor, no Egito, um teto azul com estrelas amarelas apareceu sob pedras e lama. A decoração, junto com textos religiosos e vasos inscritos, ajudou uma equipe a identificar uma tumba atribuída ao faraó Tutmés II. O anúncio oficial de 2025 revelou como cada pista foi importante na investigação.
Como o teto azul apareceu na tumba perto de Luxor?
A entrada foi identificada em 2022, numa área rochosa a oeste de Luxor, perto do Vale dos Reis. Ela estava sob pedras caídas e dava acesso a corredores muito danificados. A equipe precisou remover entulho endurecido antes de alcançar partes da decoração original.
No teto restavam pedaços pintados de azul com estrelas amarelas, uma imagem do céu usada em sepultamentos reais. A proximidade de outros túmulos deixou dúvidas iniciais sobre quem seria enterrado ali. Essa região faz parte da história de Tutmés II, faraó da 18ª dinastia.

Quais pistas ligaram o túmulo ao faraó Tutmés II?
O formato dos corredores e a presença de textos funerários indicaram um sepultamento real, mas a decoração não bastava para dar um nome ao morto. A identificação avançou com pedaços de recipientes de alabastro, uma pedra clara, encontrados entre os restos da tumba.
Segundo o Ministério das Antiguidades do Egito, esses fragmentos tinham inscrições com os nomes de Tutmés II e de sua esposa Hatshepsut. A equipe interpretou esse conjunto como prova de que o local esteve ligado ao sepultamento do faraó, identificado publicamente em 2025.
Por que a entrada e os corredores estavam tão danificados?
A escavação enfrentou marcas de enchentes antigas. Água e detritos invadiram os corredores, derrubaram trechos do teto e endureceram depósitos de lama. Isso explica por que partes da pintura apareceram em fragmentos, em vez de permanecerem inteiras acima da câmara principal.
Os arqueólogos chegaram a trabalhar sob estruturas danificadas, retirando os materiais aos poucos. A hipótese apresentada é que os conteúdos principais tenham sido transferidos na Antiguidade depois das inundações. Não se conhece, por esse achado isolado, a lista completa do que foi removido nem seu destino final.
A seguir listamos 4 pontos da descoberta que ajudam a organizar as evidências:
- Entrada soterrada: A passagem encontrada em 2022 estava coberta por pedras e sedimentos.
- Danos pela água: Inundações antigas atingiram corredores e derrubaram partes do teto.
- Decoração real: O teto azul e os textos funerários indicavam um sepultamento de destaque.
- Vasos identificados: Fragmentos de alabastro traziam nomes ligados a Tutmés II e Hatshepsut.

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O que as estrelas e os textos antigos revelaram?
Além das estrelas, a equipe encontrou passagens do Amduat, texto religioso que narra a viagem noturna do deus solar Rá pelo mundo dos mortos. Esses trechos eram típicos de espaços funerários da realeza e ajudaram a interpretar a função da tumba.
A pintura do céu e as inscrições formavam uma linguagem religiosa associada à passagem para a outra vida. O azul e as estrelas não identificavam sozinhos o governante. Foi a combinação entre decoração, estrutura e nomes nos vasos que fortaleceu a atribuição a Tutmés II.
A seguir listamos 4 comparações importantes que ajudam a organizar as evidências:
| Pista | O que mostrou | Limite |
|---|---|---|
| Teto estrelado | Decoração funerária real | Não revela sozinho o nome |
| Textos do Amduat | Rituais de passagem após a morte | Não identificam o ocupante |
| Vasos de alabastro | Nomes de Tutmés II e Hatshepsut | Restam apenas fragmentos |
| Corredores danificados | Ação de enchentes antigas | Parte do conteúdo sumiu |
O que ainda não é possível saber sobre a tumba?
O túmulo estava muito danificado quando foi estudado, e parte de seu conteúdo parece ter sido retirada há milhares de anos. Por isso, a descoberta **não** equivale a encontrar uma câmara intacta com todos os bens funerários de Tutmés II. A história das mudanças no local continua incompleta.
A investigação reuniu sinais que precisavam ser lidos em conjunto: uma entrada escondida, corredores afetados por água, estrelas pintadas e vasos com nomes. A identificação de 2025 mostra como fragmentos dispersos podem levar a uma conclusão importante, sem apagar as perguntas que ainda restam.
Sua história pode virar reportagem
Conte por texto ou áudio — nomes e endereços viram fictícios antes de qualquer publicação.




